HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Paciente de 19 anos, queixando-se de dor epigástrica há 2 dias, associada à hiporexia e febre baixa. Nega vômitos. Hoje a dor ficou mais intensa e mais localizada em fossa ilíaca direita. Ao exame físico: bom estado geral, corado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril. Sem alterações no exame físico cardiopulmonar. Abdome com ruídos presente, flácido, doloroso em fossa ilíaca direita, sem sinais de peritonite. Relata dor em fossa ilíaca direita quando se comprime a fossa ilíaca esquerda. Apresenta leucocitose em hemograma, com discreto desvio à esquerda e aumento de proteína C reativa. Não há exames de imagem disponíveis. O provável diagnóstico e a conduta mais adequada é:
Dor em FID + Sinal de Rovsing + Leucocitose em jovem → Apendicite aguda, conduta cirúrgica imediata.
O quadro clínico clássico de apendicite aguda em jovens inclui dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos, acompanhado de sinais inflamatórios como leucocitose com desvio à esquerda. A presença do sinal de Rovsing reforça a suspeita, e a conduta é cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves como perfuração, abscesso e peritonite. A história clínica e o exame físico são pilares no diagnóstico, e a capacidade de reconhecer um quadro típico é crucial para o médico residente. O quadro clínico clássico inicia com dor periumbilical ou epigástrica, que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney) em 12-24 horas. É frequentemente acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, a dor à palpação em fossa ilíaca direita, o sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa) e o sinal de Rovsing (dor em FID ao comprimir FIE) são achados importantes. Exames laboratoriais geralmente mostram leucocitose com desvio à esquerda e aumento de PCR, indicando processo inflamatório. Em casos com apresentação clínica típica, como o descrito, a cirurgia (apendicectomia) é a conduta mais adequada e não deve ser postergada pela ausência de exames de imagem, que podem ser úteis em casos atípicos ou duvidosos. A transferência para realizar exames de imagem pode atrasar o tratamento e aumentar o risco de complicações. A alta com sintomáticos é contraindicada devido ao alto risco de perfuração.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como dor à descompressão (Blumberg) e sinal de Rovsing.
O sinal de Rovsing, que é a dor referida na fossa ilíaca direita ao comprimir a fossa ilíaca esquerda, indica irritação peritoneal e é um achado clínico importante que aumenta a probabilidade de apendicite aguda.
A cirurgia (apendicectomia) é a conduta definitiva para a apendicite aguda e deve ser realizada o mais rápido possível após o diagnóstico para prevenir complicações como perfuração e peritonite.
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