HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Homem, 23 anos de idade, com dor abdominal em fossa ilíaca direita, progressiva, associado a hiporexia, há 1 dia. No pronto-socorro foi realizado hemograma, com discreta leucocitose e radiografia simples de abdome (reproduzido a seguir). Qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta sequencial para o caso?
Apendicite aguda: dor FID progressiva, hiporexia, leucocitose. Conduta: apendicectomia.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico. O diagnóstico é clínico, baseado na história (dor migratória, hiporexia, náuseas) e exame físico (dor em FID, descompressão dolorosa). Exames laboratoriais e de imagem (USG/TC) auxiliam, mas a conduta definitiva é cirúrgica.
A apendicite aguda é a inflamação do apêndice vermiforme, sendo a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, com pico de incidência entre 10 e 30 anos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce e intervenção cirúrgica para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na anamnese (dor periumbilical que migra para FID, hiporexia, náuseas/vômitos) e exame físico (dor à palpação em FID, sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo). Exames complementares como hemograma (leucocitose com desvio à esquerda) e exames de imagem (ultrassonografia ou tomografia de abdome) são auxiliares, mas não devem atrasar a decisão cirúrgica em casos típicos. A conduta padrão-ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O tratamento clínico com antibióticos pode ser considerado em casos selecionados de apendicite não complicada, mas a cirurgia permanece a abordagem definitiva para a maioria dos pacientes.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, hiporexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A dor é progressiva e piora com a movimentação.
A Escala de Alvarado é uma ferramenta clínica que pontua sintomas (dor migratória, anorexia, náuseas/vômitos), sinais (dor em FID, descompressão dolorosa, febre) e exames laboratoriais (leucocitose, desvio à esquerda) para estimar a probabilidade de apendicite aguda.
A TC é indicada em casos de diagnóstico incerto, especialmente em pacientes atípicos (idosos, obesos, mulheres em idade fértil) ou quando a ultrassonografia não é conclusiva, para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas de dor abdominal.
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