HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
São sinais ultrassonográficos sugestivos de apendicite aguda, EXCETO
USG apendicite aguda: apêndice > 6mm, não compressível, gordura periapendicular densificada, mas peristalse aumentada não é sinal.
A ultrassonografia é um método importante para o diagnóstico de apendicite aguda. Sinais clássicos incluem apêndice com diâmetro > 6mm, parede espessada, não compressibilidade, e densificação da gordura periapendicular. Alças intestinais adjacentes podem ter peristalse diminuída ou ausente devido ao íleo paralítico local, mas não aumentada.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns, e o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite. A ultrassonografia (USG) abdominal é um método de imagem de primeira linha, especialmente em crianças, gestantes e mulheres em idade fértil, devido à sua natureza não invasiva e ausência de radiação ionizante. Os sinais ultrassonográficos clássicos de apendicite aguda incluem o aumento do diâmetro apendicular (geralmente > 6 mm), espessamento parietal, não compressibilidade do apêndice sob pressão do transdutor, presença de líquido periapendicular, e densificação da gordura periapendicular (sinal de inflamação). A visualização de um apendicolito também é um forte indicativo. É importante notar que a peristalse das alças intestinais adjacentes não é um sinal de apendicite aguda. Pelo contrário, a inflamação local pode induzir um íleo paralítico reflexo, levando a uma diminuição ou ausência de peristalse nas alças próximas ao apêndice inflamado. A compreensão desses achados ultrassonográficos é essencial para residentes na interpretação de exames e no manejo clínico da apendicite aguda.
Os critérios incluem um apêndice não compressível com diâmetro maior que 6 mm, espessamento da parede apendicular, presença de líquido periapendicular, densificação da gordura periapendicular e, por vezes, um apendicolito.
A não compressibilidade indica inflamação e edema da parede apendicular, que impede o colabamento do órgão sob pressão do transdutor, diferenciando-o de um apêndice normal que é compressível.
Em casos de apendicite aguda, a inflamação local pode levar a um íleo paralítico reflexo, resultando em peristalse diminuída ou ausente nas alças intestinais adjacentes, e não aumentada. Peristalse aumentada é mais comum em quadros obstrutivos proximais.
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