HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
P.A.C., masculino, 21 anos, queixa-se dor abdominal em região epigástrica, início súbito, sem fator desencadeante óbvio, com piora progressiva. Após 8 horas, a dor se instalou em fossa ilíaca direita. Relatou nesse período 1 episódio de evacuação com fezes amolecidas e negou febre ou anorexia. Ao exame encontra-se em regular estado geral, FC = 117 e eupneico (FR 15 irpm). O abdome é doloroso em FID com descompressão brusca positiva. Realizou exames laboratoriais que evidenciaram Leucocitose com neutrofilia sem desvio (16500 com 80% de neutrófilos) e PCR de 31. Realizou exame Ultrassonográfico que não visualizou o apêndice cecal. Considerando o apresentado, qual o diagnóstico mais provável e qual a conduta?
Apendicite aguda → dor epigástrica migratória para FID + DB+ + leucocitose = indicação cirúrgica.
A dor abdominal migratória (sinal de Kocher) é um achado clássico da apendicite aguda. Mesmo com USG não visualizando o apêndice, a clínica e os exames laboratoriais sugestivos, especialmente com descompressão brusca positiva, são suficientes para o diagnóstico e indicação cirúrgica.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente jovens adultos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A apresentação clássica envolve dor abdominal que se inicia na região periumbilical ou epigástrica e migra para a fossa ilíaca direita (sinal de Kocher), acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. Sinais como dor à palpação em fossa ilíaca direita, descompressão brusca positiva (sinal de Blumberg), e sinais como Rovsing, Psoas e Obturador são cruciais. Exames laboratoriais frequentemente mostram leucocitose com neutrofilia e PCR elevado. Embora exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada possam auxiliar, a ausência de visualização do apêndice na USG não exclui o diagnóstico em um contexto clínico altamente sugestivo. O tratamento padrão-ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A decisão de operar é baseada na avaliação clínica e laboratorial, e em casos de alta suspeição, a cirurgia não deve ser postergada por exames de imagem inconclusivos. O prognóstico é excelente com tratamento oportuno, mas atrasos podem levar a morbidade significativa.
A apendicite aguda classicamente se manifesta com dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita (sinal de Kocher), acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa.
Em casos de alta suspeição clínica para apendicite aguda, mesmo com ultrassonografia não visualizando o apêndice, a conduta é a indicação cirúrgica (apendicectomia), pois a clínica prevalece.
A descompressão brusca positiva (sinal de Blumberg) indica irritação peritoneal, um achado importante que reforça a suspeita de apendicite aguda e a necessidade de intervenção cirúrgica.
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