Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Homem, 22 anos de idade, com queixa de dor abdominal há 2 dias. Refere que inicialmente não valorizou muito o quadro, julgando ter ingerido alimentos suspeitos, especialmente por ter evoluído apresentado náuseas e hiporexia. Hoje a dor migrou para fossa ilíaca direita. Nega episódios prévios semelhantes. Nega antecedentes pessoais relevantes. Em relação ao caso, assinale a alternativa correta:
Dor abdominal migratória para FID + Blumberg positivo → alta suspeita de apendicite aguda.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico. A migração da dor periumbilical para a fossa ilíaca direita (FID) e a presença de descompressão brusca positiva (sinal de Blumberg) são achados clínicos altamente sugestivos, especialmente em jovens.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A história clínica detalhada e o exame físico são pilares fundamentais para o diagnóstico, muitas vezes superando a necessidade de exames complementares complexos em casos típicos. O quadro clínico clássico da apendicite aguda inicia-se com dor periumbilical ou epigástrica, que em poucas horas migra para a fossa ilíaca direita (FID). Essa migração da dor é um achado altamente sugestivo. Outros sintomas incluem náuseas, vômitos, hiporexia e, por vezes, febre baixa. Ao exame físico, a dor à palpação na FID e o sinal de Blumberg (descompressão brusca positiva na FID) são achados cardinais que indicam irritação peritoneal localizada. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador podem complementar a avaliação, dependendo da posição do apêndice. O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico. Embora exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada possam ser úteis em casos atípicos ou de dúvida diagnóstica, a decisão de operar é frequentemente baseada na avaliação clínica. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta significativamente o risco de perfuração apendicular, abscesso e peritonite, elevando a morbimortalidade.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), náuseas, vômitos, hiporexia e febre baixa. Ao exame físico, são comuns a dor à palpação na FID, o sinal de Blumberg (descompressão brusca positiva) e, em alguns casos, os sinais de Rovsing, Psoas e Obturador.
O sinal de Blumberg é a dor à descompressão brusca da parede abdominal, classicamente na fossa ilíaca direita. Ele indica irritação peritoneal e é um achado importante que aumenta a suspeita de apendicite aguda, embora não seja patognomônico.
Deve-se suspeitar de apendicite aguda em pacientes com dor abdominal que se inicia na região periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, hiporexia e febre. A avaliação clínica cuidadosa é crucial para o diagnóstico.
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