UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Um paciente deu entrada numa emergência com quadro de abdômen agudo. Durante avaliação do paciente foram solicitados vários exames para esclarecimento diagnóstico, entre eles a ultrassonografia abdominal. Durante o exame foi identificada uma imagem “em alvo”. Essa alteração é mais frequentemente encontrada nos casos de:
Imagem 'em alvo' (target sign) na USG abdominal → Apendicite Aguda.
O sinal do alvo representa o corte transversal do apêndice inflamado, exibindo camadas concêntricas de edema e líquido com diâmetro transverso aumentado.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico no mundo. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames de imagem desempenham papel crucial em casos duvidosos. Na ultrassonografia, o 'sinal do alvo' é um achado clássico que ocorre devido ao espessamento da parede apendicular e acúmulo de fluido. Além do sinal do alvo, outros achados importantes incluem a presença de apendicólito (imagem hiperecogênica com sombra acústica posterior), líquido pericecal e aumento da ecogenicidade da gordura adjacente, indicando processo inflamatório local.
É a aparência do apêndice em corte transversal, onde se observa uma estrutura em camadas concêntricas: o centro hiperecogênico (lúmen/mucosa) cercado por uma parede hipoecogênica (edema da submucosa).
Um diâmetro transverso superior a 6 mm, associado à dor à compressão e ausência de compressibilidade, é altamente sugestivo de inflamação.
Não. A Tomografia Computadorizada (TC) possui maior sensibilidade e especificidade, mas a USG é o exame inicial preferencial em crianças e gestantes para evitar radiação.
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