Apendicite Aguda em Adolescentes: Diagnóstico e Manejo

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 14 anos, sexo feminino, chega à Unidade de Emergência Pediátrica (UEP) com dores abdominais intensas e náuseas. Ela relata que as dores são mais intensas na parte inferior direita do abdômen. Durante a anamnese, você também descobre que a paciente é sexualmente ativa e está atrasada em seu ciclo menstrual. Uma ultrassonografia abdominal é solicitada. Com base no cenário apresentado e no conhecimento sobre o diagnóstico diferencial em abdome agudo, o diagnóstico e tratamento mais prováveis são:

Alternativas

  1. A) O padrão da dor e da idade da paciente sugere uma possível gravidez ectópica; um teste de gravidez deve ser realizado imediatamente.
  2. B) A paciente deve ser investigada para possível gastroenterite aguda, e o tratamento sintomático com reidratação deve ser iniciado.
  3. C) É provável que a paciente tenha apendicite aguda e deva estar preparada para uma cirurgia de apendicite.
  4. D) É provável que a paciente tenha ileíte terminal relacionada à Covid-19 e deva ser tratada com antivirais e antiinflamatórios.

Pérola Clínica

Dor em FID em adolescente, mesmo com atraso menstrual, apendicite aguda é diagnóstico mais comum; gravidez ectópica é diferencial importante.

Resumo-Chave

Embora a gravidez ectópica seja um diagnóstico diferencial crucial em adolescentes sexualmente ativas com atraso menstrual e dor abdominal, a apendicite aguda é a causa mais comum de dor abdominal aguda em fossa ilíaca direita (FID) nessa faixa etária. A apresentação clínica descrita (dor intensa em FID, náuseas) é altamente sugestiva de apendicite.

Contexto Educacional

A dor abdominal aguda em adolescentes, especialmente em meninas, representa um desafio diagnóstico significativo na emergência pediátrica devido à ampla gama de possíveis etiologias, que incluem causas gastrointestinais, ginecológicas e urológicas. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico nessa faixa etária, e seu diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações. No cenário apresentado, a dor intensa na fossa ilíaca direita e as náuseas são sintomas altamente sugestivos de apendicite aguda. Embora a história de atividade sexual e atraso menstrual levante a suspeita de gravidez ectópica (que deve ser investigada com teste de gravidez), a apendicite ainda é o diagnóstico mais provável para o padrão de dor descrito. A ultrassonografia abdominal é um exame de imagem valioso para auxiliar no diagnóstico diferencial, podendo confirmar a apendicite ou identificar outras causas. O manejo da apendicite aguda é cirúrgico (apendicectomia). É fundamental que o residente saiba conduzir a anamnese e o exame físico de forma completa, solicitar os exames complementares adequados e considerar os diagnósticos diferenciais relevantes para cada faixa etária e sexo, garantindo um tratamento oportuno e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da apendicite aguda em adolescentes?

Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. A dor geralmente piora com a movimentação.

Como diferenciar apendicite de gravidez ectópica em adolescentes?

Embora ambas possam causar dor em FID e atraso menstrual, a apendicite geralmente tem progressão mais insidiosa da dor e sintomas gastrointestinais. A gravidez ectópica pode apresentar sangramento vaginal e sinais de instabilidade hemodinâmica, além de teste de gravidez positivo.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico de apendicite em adolescentes?

A ultrassonografia é um exame de imagem de primeira linha para investigar dor abdominal em FID em adolescentes, podendo visualizar o apêndice inflamado, descartar outras causas ginecológicas e guiar a conduta.

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