ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020
Em relação à apendicite aguda, MARQUE A CORRETA:
Tríade clássica da apendicite (dor periumbilical, febre, anorexia) ocorre em ~50% dos casos.
A apresentação clínica da apendicite aguda pode ser atípica, e a tríade clássica de dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, anorexia e febre está presente em apenas cerca de metade dos pacientes, o que dificulta o diagnóstico.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em crianças e adultos jovens. Seu diagnóstico é predominantemente clínico, mas a apresentação pode ser bastante variável, tornando-o um desafio. A tríade sintomática clássica, que inclui dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e febre moderada, é um achado importante, mas não universal. É crucial que estudantes e residentes compreendam que essa tríade está presente em apenas cerca de 50% dos pacientes, o que significa que a ausência de um ou mais desses sintomas não deve levar à exclusão precipitada do diagnóstico. Outros achados como náuseas, vômitos, alteração do hábito intestinal e sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing, Psoas, Obturador) são igualmente importantes. Além disso, exames laboratoriais como o hemograma podem mostrar leucocitose com desvio à esquerda, mas resultados normais não descartam a condição. A adenite mesentérica é um diagnóstico diferencial frequente, especialmente em crianças, e deve ser sempre considerada. A alta variabilidade clínica exige uma avaliação cuidadosa e, muitas vezes, o uso de exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia para confirmação diagnóstica.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia e febre moderada. No entanto, essa tríade completa ocorre em apenas cerca de 50% dos casos.
Não, resultados normais de hemograma, como leucócitos dentro da faixa de normalidade, não excluem o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em fases iniciais ou em pacientes imunocomprometidos.
Em crianças, os principais diagnósticos diferenciais incluem adenite mesentérica, gastroenterite, infecção do trato urinário, diverticulite de Meckel e, em meninas, condições ginecológicas como cisto ovariano torcido.
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