IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta a causa de apendicite aguda mais comumente encontrada em adultos.
Apendicite aguda em adultos → Obstrução por fecalitos é a causa mais comum, levando à inflamação e isquemia.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais frequentes. Em adultos, a causa mais comum é a obstrução da luz apendicular por fecalitos. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal, proliferação bacteriana, comprometimento vascular e, consequentemente, inflamação e isquemia da parede do apêndice.
A apendicite aguda é uma das condições cirúrgicas abdominais mais comuns e representa um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica variada. É a inflamação do apêndice cecal, uma estrutura vestigial que se projeta do ceco. A incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce e a intervenção cirúrgica são cruciais para prevenir complicações graves, como perfuração e peritonite. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente começa com a obstrução da luz apendicular. Em adultos, a causa mais comumente encontrada para essa obstrução são os fecalitos (pequenas massas endurecidas de fezes). Outras causas incluem hiperplasia linfoide (mais comum em crianças e adolescentes), corpos estranhos, parasitas (verminose) e, em pacientes mais velhos, tumores (neoplasias). Uma vez obstruída, a luz do apêndice acumula muco, o que eleva a pressão intraluminal. Essa pressão compromete a drenagem linfática e venosa, levando à estase, proliferação bacteriana e, consequentemente, inflamação, isquemia e necrose da parede apendicular. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, mas exames complementares como ultrassonografia e tomografia computadorizada são frequentemente utilizados para confirmar o diagnóstico e excluir outras condições. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via aberta ou laparoscópica. O prognóstico é geralmente excelente quando a condição é diagnosticada e tratada precocemente, mas complicações como perfuração, abscesso e peritonite podem aumentar a morbidade e a mortalidade. O conhecimento detalhado da etiologia e fisiopatologia é fundamental para o raciocínio clínico e a tomada de decisão em emergências cirúrgicas.
A obstrução da luz apendicular por um fecalito impede a drenagem do muco produzido pelo apêndice, levando ao aumento da pressão intraluminal. Isso compromete o fluxo sanguíneo venoso e linfático, causando isquemia e edema da parede. A proliferação bacteriana no lúmen fechado agrava a inflamação, podendo evoluir para necrose, perfuração e peritonite.
Em crianças e adolescentes, a hiperplasia linfoide é a causa mais comum de obstrução apendicular. Em adultos jovens e de meia-idade, os fecalitos são a principal causa. Em idosos, embora fecalitos ainda sejam comuns, a incidência de obstrução por neoplasias (carcinoma de cólon ou apêndice) aumenta significativamente.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Ao exame físico, pode-se encontrar dor à palpação profunda na fossa ilíaca direita, descompressão brusca dolorosa (sinal de Blumberg) e sinais de irritação peritoneal.
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