Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Sobre apendicite aguda é correto afirmar
Apendicite hipertrófica pode mimetizar tumores cecais, exigindo diagnóstico diferencial cuidadoso.
A apendicite aguda pode apresentar-se de diversas formas, e em casos de apendicite hipertrófica crônica ou subaguda, a inflamação e o espessamento da parede apendicular podem ser confundidos com massas tumorais no ceco ou cólon direito, tornando o diagnóstico diferencial um desafio.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar complicações como perfuração e peritonite. A apresentação clínica clássica envolve dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos e anorexia. No entanto, a anatomia variável do apêndice (retrocecal, pélvico, subhepático) pode levar a apresentações atípicas, dificultando o diagnóstico. Sinais como Blumberg e Rovsing são sugestivos, mas não patognomônicos, e sua ausência não exclui o diagnóstico. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são exames de imagem importantes, com a TC sendo o método de escolha na maioria dos adultos devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Em crianças e gestantes, a ultrassonografia é preferida inicialmente. Um desafio diagnóstico particular é a apendicite hipertrófica ou crônica, onde a inflamação prolongada pode levar ao espessamento da parede apendicular, mimetizando massas tumorais no ceco ou cólon direito. Nesses casos, a diferenciação pode exigir exames de imagem mais detalhados e, por vezes, a exploração cirúrgica para biópsia e diagnóstico definitivo, ressaltando a importância de considerar um amplo espectro de diagnósticos diferenciais.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, anorexia, febre baixa, e sinais como Blumberg (descompressão dolorosa) e Rovsing (dor na FID ao palpar FIE).
A ultrassonografia é um exame de imagem útil, especialmente em crianças e mulheres grávidas, para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, mas sua sensibilidade e especificidade podem variar dependendo do operador e da anatomia do paciente.
A diferenciação pode ser desafiadora, especialmente em casos de apendicite crônica ou hipertrófica. A tomografia computadorizada é mais precisa e pode revelar características que distinguem inflamação de neoplasia, mas, por vezes, a exploração cirúrgica é necessária para o diagnóstico definitivo.
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