UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
João tem 19 anos, há 3 dias iniciou quadro de dor abdominal em epigástrio, associada inapetência e mal estar. Há 2 dias apresentou três episódios de vômito de conteúdo gástrico, além de febre intermitente não termometrada. No momento refere dor abdominal localizada em fossa ilíaca direita. Ao exame apresenta-se com temperatura axilar de 38,5ºC, frequência cardíaca de 98 bpm, hipocorado (+/4), moderadamente desidratado. O abdome é plano, com ruídos hidroaéreos diminuídos, timpânico. À palpação há aumento do tônus da musculatura abdominal com dor à palpação profunda e superficial do ponto de McBurney. Estão presentes os sinais de Blumberg e Rovsing. O hemograma revela 17.200 leucócitos com 9% de bastões. Qual deve ser a conduta no caso?
Dor FID + McBurney/Blumberg/Rovsing + Leucocitose com desvio → Apendicite aguda = Cirurgia.
O quadro clínico clássico de apendicite aguda inicia com dor periumbilical/epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, associada a anorexia, náuseas/vômitos e febre. A presença de sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing) e leucocitose com desvio à esquerda reforça o diagnóstico, indicando tratamento cirúrgico imediato.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação, isquemia e, se não tratada, perfuração e peritonite. A dor clássica inicia-se periumbilical ou epigástrica, migrando para a fossa ilíaca direita (FID) após algumas horas, um fenômeno conhecido como migração da dor. Ao exame físico, a palpação da FID revela dor intensa no ponto de McBurney. Sinais de irritação peritoneal, como Blumberg positivo (dor à descompressão brusca na FID) e Rovsing positivo (dor na FID à palpação da fossa ilíaca esquerda), são altamente sugestivos. Laboratorialmente, a leucocitose com desvio à esquerda (aumento de bastões) é um achado comum, indicando processo inflamatório/infeccioso. Diante de um quadro clínico tão característico, a conduta é a indicação de tratamento cirúrgico imediato (apendicectomia). A demora na intervenção aumenta o risco de perfuração do apêndice, o que pode levar a complicações graves como abscesso apendicular e peritonite difusa, elevando a morbidade e mortalidade. Exames de imagem são reservados para casos atípicos ou de dúvida diagnóstica.
A apendicite aguda tipicamente começa com dor periumbilical ou epigástrica que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa.
O sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa) e o sinal de Rovsing (dor na FID à palpação da FIE) são indicativos de irritação peritoneal, reforçando a suspeita de apendicite aguda.
Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada são úteis em casos atípicos ou quando o diagnóstico clínico é incerto, mas em quadros clássicos com alta probabilidade, a indicação cirúrgica pode ser feita com base apenas na clínica e exames laboratoriais.
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