Apendicite Aguda: Diagnóstico e Sinais Clínicos Chave

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 18 anos chega ao pronto atendimento com quadro clínico de dor em quadrante inferior direito de localização inicial em região epigástrica e sinal de Dumphy positivo. Solicitado hemograma que demonstrou leucocitose de 12.000 e tomografia que demonstrou um apêndice de 8 mm. O provável diagnóstico deste paciente é:

Alternativas

  1. A) Diverticulite. 
  2. B) Chilaidite.
  3. C) Apendicite aguda.
  4. D) Colecistite aguda.
  5. E) Isquemia mesentérica.

Pérola Clínica

Apendicite aguda → dor epigástrica migra para QID + sinal de Dumphy + leucocitose + apêndice > 6mm na TC.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma condição cirúrgica comum, especialmente em jovens. A dor característica inicia-se na região epigástrica ou periumbilical e migra para o quadrante inferior direito. Sinais como o de Dumphy (dor à tosse) e leucocitose são indicativos, e a tomografia confirma com apêndice dilatado (>6mm).

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A patogênese envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação e isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. O exame físico revela dor à palpação no ponto de McBurney, sinal de Blumberg e, como na questão, sinal de Dumphy (dor à tosse). Exames laboratoriais frequentemente mostram leucocitose com desvio à esquerda. A ultrassonografia pode ser útil, mas a tomografia computadorizada é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias, evidenciando um apêndice dilatado (>6mm). O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, através de apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento oportunos. Atrasos podem levar a perfuração, formação de abscesso e sepse, aumentando a morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Sinais como o de McBurney, Blumberg e Dumphy são comuns.

Qual o papel da tomografia na apendicite aguda?

A tomografia computadorizada é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, mostrando um apêndice dilatado (>6mm), espessamento da parede, gordura periapendicular e, por vezes, apendicolito.

Como diferenciar apendicite de outras causas de dor em QID?

A diferenciação envolve a história clínica detalhada, exame físico e exames complementares. Condições como diverticulite de Meckel, adenite mesentérica, cisto ovariano torcido ou doença inflamatória pélvica podem mimetizar a apendicite.

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