Apendicite Aguda: Diagnóstico por Imagem e Sinais Chave

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Para um paciente com dor aguda no quadrante inferior direito do abdome, a história clínica e o exame físico bem realizados são fundamentais, mas podem ser conflitantes para a elaboração das hipóteses diagnósticas e, sob o ponto de vista prático, os exames de imagem são solicitados para corroborar o diagnóstico clínico e documentar a indicação cirúrgica. As setas das imagens da tomografia computadorizada de abdome a seguir demonstram tratar-se de:(Fernando Alves Moreira. Guia de diagnóstico por imagem: o passo a passo que todo médico deve saber/Fernando Alves Moreira, Almir Galvão Vieira Bitencourt, Lanamar de Almeida. - 1a ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2017)

Alternativas

  1. A) colecistite aguda.
  2. B) pancreatite aguda.
  3. C) íleo biliar.
  4. D) neoplasia obstrutiva de íleo.
  5. E) apendicite aguda.

Pérola Clínica

Dor FID + sinais tomográficos (apêndice >6mm, gordura periapendicular) → Apendicite aguda.

Resumo-Chave

A tomografia computadorizada é crucial para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em casos atípicos ou quando o exame físico é inconclusivo, visualizando o apêndice inflamado e sinais secundários como gordura periapendicular e apendicolito.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite. A apresentação clínica clássica envolve dor periumbilical migratória para o quadrante inferior direito, anorexia, náuseas e vômitos, mas pode ser atípica em extremos de idade ou gestantes. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. No entanto, exames de imagem como a ultrassonografia e, principalmente, a tomografia computadorizada (TC) de abdome são fundamentais para confirmar a suspeita, excluir diagnósticos diferenciais e guiar a conduta. A TC oferece alta sensibilidade e especificidade, visualizando diretamente o apêndice inflamado, apendicolitos e sinais inflamatórios periapendiculares. O tratamento padrão para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces. A demora no diagnóstico e intervenção pode levar a complicações como abscesso apendicular, perfuração e sepse, aumentando a morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais tomográficos de apendicite aguda?

Os principais sinais incluem o apêndice com diâmetro maior que 6 mm, espessamento da parede apendicular, gordura periapendicular inflamada, presença de apendicolito e, por vezes, líquido livre adjacente.

Quando a tomografia é indicada para suspeita de apendicite?

A TC é indicada quando o diagnóstico clínico é incerto, em pacientes com apresentação atípica (idosos, crianças pequenas, gestantes) ou para diferenciar de outras causas de dor abdominal.

Quais são os diagnósticos diferenciais da dor no quadrante inferior direito?

Os diferenciais incluem diverticulite, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido, gravidez ectópica, litíase ureteral, enterite e linfadenite mesentérica.

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