SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um paciente de 23 anos de idade foi encaminhado à emergência com história de dor abdominal que migrou para a fossa ilíaca direita há dois dias. Ele queixa-se de náuseas, vômitos e dificuldade para se alimentar, nega febre e 1 episódio de fezes amolecidas no período. Ao exame físico, apresenta-se afebril, FC = 82 bpm, FR =18 irpm e SatO2 = 98%. Ao exame abdominal, apresenta dor à palpação de todo abdome e dor à descompressão brusca de fossa ilíaca direita. Os exames laboratoriais apresenta leucocitose, sem desvio. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Em caso de apendicite de fase inicial (fase I ou II), indica-se apenas antibiótico para profilaxia, não havendo obrigatoriedade da antibioticoterapia.
Apendicite não complicada (fase I/II) → Apenas antibioticoprofilaxia (dose única).
Nas fases iniciais da apendicite (catarral ou flegmonosa), o objetivo do antibiótico é prevenir infecção de sítio cirúrgico, não sendo necessário tratamento prolongado.
O manejo antimicrobiano na apendicite aguda é estritamente guiado pelos achados macroscópicos intraoperatórios. Nas fases não complicadas (I e II), a literatura cirúrgica moderna sustenta que a antibioticoprofilaxia de amplo espectro (visando gram-negativos e anaeróbios) em dose única pré-operatória é suficiente para reduzir drasticamente as taxas de infecção de sítio cirúrgico. Manter o antibiótico no pós-operatório desses pacientes não traz benefícios adicionais e contribui para a resistência bacteriana. Já nas fases complicadas (III e IV), a cobertura deve ser estendida para um curso terapêutico completo visando o controle da peritonite.
A antibioticoprofilaxia consiste na administração de uma dose única de antibiótico antes da incisão cirúrgica para prevenir infecção do sítio cirúrgico. A antibioticoterapia é o uso prolongado (geralmente 4 a 7 dias) de antimicrobianos para tratar uma infecção já estabelecida e disseminada, como nos casos de perfuração ou abscesso.
Fase I: Edematosa ou catarral (apenas congestão vascular). Fase II: Flegmonosa ou supurativa (exsudato purulento e ulcerações). Fase III: Gangrenosa ou isquêmica (necrose da parede). Fase IV: Perfurada (presença de peritonite ou abscesso).
A antibioticoterapia terapêutica é obrigatória em casos de apendicite complicada, que engloba as fases III (gangrenosa) e IV (perfurada). Nestes cenários, há contaminação bacteriana significativa da cavidade peritoneal, exigindo tratamento sistêmico para controle do foco infeccioso após a remoção do apêndice.
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