Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Mulher, 43 anos, dá entrada no pronto-socorro com dor em fossa ilíaca direita há um dia. Tem antecedentes de nefrolitíase. Sua temperatura é de 38,5° e apresenta dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita com descompressão brusca positiva. Seu exame de urina mostra 10 a 20 leucócitos por campo e 10 a 20 eritrócitos por campo. O passo seguinte na abordagem dessa paciente é realizar uma
Dor FID + febre + descompressão brusca + leucocitúria/hematúria → TC abdome/pelve para apendicite/litíase.
A dor em fossa ilíaca direita com sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca positiva) e febre sugere apendicite aguda. Embora a nefrolitíase seja um diferencial, a presença de leucocitúria e hematúria pode estar presente em ambas as condições. A TC de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha para diferenciar e confirmar o diagnóstico.
A dor em fossa ilíaca direita é uma queixa comum no pronto-socorro e exige uma abordagem diagnóstica sistemática devido à ampla gama de possíveis causas, desde condições benignas até emergências cirúrgicas. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, sendo crucial seu diagnóstico precoce para evitar complicações como perfuração e peritonite. O quadro clínico de apendicite aguda tipicamente envolve dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Sinais de irritação peritoneal, como descompressão brusca positiva (sinal de Blumberg), são indicativos de inflamação peritoneal. A presença de leucocitúria e hematúria, como no caso, pode ocorrer devido à irritação do ureter adjacente ao apêndice inflamado. Diante da suspeita de apendicite, especialmente com achados atípicos ou diferenciais complexos como nefrolitíase, a tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha. Ela permite visualizar o apêndice, identificar sinais de inflamação e descartar outras patologias. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, geralmente por apendicectomia laparoscópica.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem apendicite aguda, nefrolitíase, infecção do trato urinário (pielonefrite, cistite), doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido ou roto, diverticulite de Meckel e doença de Crohn.
A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade para diagnosticar apendicite aguda, identificar outras causas de dor abdominal e diferenciar condições como nefrolitíase ou outras patologias pélvicas, fornecendo um diagnóstico preciso.
A nefrolitíase pode mimetizar a apendicite aguda devido à dor referida na fossa ilíaca direita, que pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e alterações urinárias como hematúria e leucocitúria, tornando o diagnóstico diferencial desafiador sem exames de imagem.
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