UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Paciente da entrada na UBS com queixa de dor abdominal iniciada em epigástrio há 12h e agora localizada em fossa ilíaca direita, relata ainda febre e anorexia desde o início da dor. Ao exame físico apresenta abdome doloroso a palpação da fossa ilíaca direita com os sinais de Rovsing, Blomberg e Lenander positivos. O médico de família e comunidade que o recebe na Unidade formula a hipótese diagnóstica de apendicite aguda:
Apendicite aguda = Diagnóstico primariamente clínico (história + exame físico), exames complementares auxiliam.
Embora exames de imagem como ultrassonografia e tomografia sejam úteis, o diagnóstico de apendicite aguda permanece fundamentalmente clínico, baseado na anamnese detalhada e nos achados do exame físico, como a migração da dor e a presença de sinais peritoniais.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo a inflamação do apêndice vermiforme. Sua incidência é maior entre os 10 e 30 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações como perfuração e peritonite, que aumentam significativamente a morbimortalidade. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a história da dor migratória (periumbilical para fossa ilíaca direita) e sinais clássicos ao exame físico (Rovsing, Blumberg, Psoas, Obturador). O tratamento da apendicite aguda não complicada é a apendicectomia de urgência. Em casos selecionados de apendicite não complicada, pode-se considerar tratamento conservador com antibióticos, mas a cirurgia ainda é o padrão-ouro. O prognóstico é excelente com tratamento oportuno.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A migração da dor é um achado muito sugestivo.
Sinais como Rovsing (dor em FID ao palpar FIE), Blumberg (descompressão brusca dolorosa em FID), Psoas e Obturador são indicativos de irritação peritoneal e inflamação apendicular.
A ultrassonografia é útil para confirmar o diagnóstico em casos duvidosos, especialmente em crianças e mulheres em idade fértil, e para excluir outros diagnósticos diferenciais.
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