Apendicite Aguda Pediátrica: Diagnóstico e Sinais Chave

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma menina de 11 anos comparece ao pronto-socorro com dor abdominal, anorexia, náuseas e febre. A dor se iniciou na região abdominal periumbilical há 6 horas e agora se encontra no quadrante inferior direito do abdome. A dor é de natureza estável e agravou se com a tosse. O exame físico revela febre (38 °C) dor à palpação profunda do quadrante inferior direito e leucocitose (18000 céls./mm³) com 85% de neutrófilos. Qual o provável diagnóstico clínico?

Alternativas

  1. A) Diverticulite de Meckel.
  2. B) Doença inflamatória pélvica.
  3. C) Doença de Crohn aguda.
  4. D) Colecistite aguda.
  5. E) Apendicite aguda.

Pérola Clínica

Dor periumbilical migrando para QID + anorexia, náuseas, febre, leucocitose → Apendicite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clássico de apendicite aguda em crianças e adolescentes inclui dor abdominal que se inicia na região periumbilical e migra para o quadrante inferior direito (QID), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A dor à palpação no QID e leucocitose com neutrofilia são achados laboratoriais que reforçam o diagnóstico.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças e adolescentes, com um pico de incidência entre 10 e 19 anos. É uma condição inflamatória do apêndice vermiforme que, se não tratada, pode evoluir para perfuração, peritonite e sepse, com morbidade e mortalidade significativas. O reconhecimento precoce é fundamental para um bom prognóstico. A fisiopatologia geralmente envolve a obstrução da luz apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos comumente, parasitas ou corpos estranhos. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento vascular e proliferação bacteriana, resultando em inflamação e isquemia. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico. Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal que se inicia na região periumbilical e migra para o quadrante inferior direito (ponto de McBurney), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação profunda no QID, sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing) e dor à tosse. Leucocitose com neutrofilia é um achado laboratorial comum. O tratamento é cirúrgico (apendicectomia), que pode ser realizado por via laparoscópica ou aberta, e deve ser instituído prontamente para evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais da apendicite aguda em crianças?

Os sintomas iniciais da apendicite aguda frequentemente incluem dor abdominal periumbilical difusa, anorexia, náuseas e, por vezes, vômitos. A febre geralmente é baixa no início do quadro.

Como a dor da apendicite aguda evolui?

A dor da apendicite aguda tipicamente começa na região periumbilical e, após algumas horas (geralmente 6-12h), migra e se localiza no quadrante inferior direito do abdome, tornando-se mais intensa e constante. Pode piorar com movimentos ou tosse.

Quais exames complementares auxiliam no diagnóstico da apendicite aguda?

Além do exame físico, a leucocitose com desvio à esquerda é um achado comum. Exames de imagem como ultrassonografia abdominal são frequentemente utilizados como primeira linha, e a tomografia computadorizada pode ser necessária em casos duvidosos para confirmar o diagnóstico.

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