Apendicite Aguda com Coleção: Manejo Cirúrgico Ideal

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 44 anos de idade queixou‑se de dor em fossa ilíaca direita há dois dias, associada à inapetência e a mal‑estar. A paciente negou sentir febre e episódios de vômitos. No entanto, devido à piora da dor, ela foi admitida no pronto atendimento. Foram realizados exames gerais, que demonstraram leucocitose, além de ter sido realizado um ultrassom de abdome total, com imagem sugestiva de apendicite aguda, em que se detectou o apêndice espessado em torno de 10 mm e uma coleção entre a trompa direita e o ceco cerca de 5 cm. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a solução terapêutica a ser recomendada.

Alternativas

  1. A) antibioticoterapia e tratamento conservador
  2. B) punção guiada por ultrassom e antibioticoprofilaxia
  3. C) indicação cirúrgica por laparoscopia e apendicectomia
  4. D) laparotomia exploradora com dreno na cavidade
  5. E) antibioticoprofilaxia seguida de exames de imagem de controle

Pérola Clínica

Apendicite aguda com coleção periapendicular → indicação cirúrgica (laparoscopia) para apendicectomia.

Resumo-Chave

A presença de coleção periapendicular em um quadro de apendicite aguda, mesmo que pequena, geralmente indica um processo inflamatório mais avançado ou complicado. Nesses casos, a abordagem cirúrgica é preferível ao tratamento conservador, sendo a laparoscopia a via de escolha quando possível.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, com incidência que atinge seu pico na segunda e terceira décadas de vida, mas pode ocorrer em qualquer idade. A inflamação do apêndice cecal é uma emergência médica que, se não tratada, pode evoluir para perfuração, peritonite e sepse, tornando seu reconhecimento e manejo precoces cruciais para a morbimortalidade do paciente. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história de dor abdominal migratória (periumbilical para fossa ilíaca direita), anorexia, náuseas e vômitos, e achados ao exame físico como dor à palpação em fossa ilíaca direita (ponto de McBurney) e sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais frequentemente revelam leucocitose com desvio à esquerda. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são exames de imagem complementares que auxiliam na confirmação diagnóstica e na avaliação de complicações, como a presença de coleções ou abscesso. A conduta terapêutica para apendicite aguda é predominantemente cirúrgica, sendo a apendicectomia o tratamento definitivo. A via laparoscópica é a preferencial devido aos seus benefícios em termos de recuperação e menor invasividade. Em casos de apendicite complicada com formação de abscesso ou coleção, a drenagem percutânea pode ser considerada em conjunto com antibioticoterapia, mas a apendicectomia ainda é necessária, seja no mesmo tempo cirúrgico ou em um segundo momento (apendicectomia de intervalo).

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para apendicite aguda complicada?

Sinais de alerta incluem dor abdominal intensa e progressiva, leucocitose elevada, e achados de imagem como coleção periapendicular ou perfuração. A febre e vômitos podem estar presentes, mas sua ausência não exclui complicação.

Qual a diferença entre o manejo da apendicite não complicada e complicada?

A apendicite não complicada pode, em casos selecionados, ser tratada conservadoramente com antibióticos. Já a apendicite complicada, com perfuração, abscesso ou coleção, exige intervenção cirúrgica imediata, geralmente apendicectomia.

Por que a laparoscopia é a via preferencial na apendicectomia?

A laparoscopia oferece vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e melhor resultado estético. Permite também a exploração da cavidade abdominal para outras causas de dor.

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