UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Assinale a alternativa que contém a faixa etária na qual o aparecimento de apendicite é raro:
Apendicite aguda é extremamente rara no período neonatal devido a fatores anatômicos e dietéticos.
A apendicite aguda é rara no período neonatal devido a características anatômicas do apêndice (formato cônico e óstio largo, dificultando a obstrução) e à dieta líquida exclusiva. A incidência aumenta progressivamente com a idade, sendo mais comum em crianças maiores e adolescentes.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças e adolescentes, mas sua incidência varia significativamente com a faixa etária. Compreender essa epidemiologia é crucial para o diagnóstico diferencial e manejo adequado em diferentes grupos etários. No período neonatal, a apendicite aguda é extremamente rara. Essa baixa incidência é atribuída a fatores como a anatomia do apêndice no recém-nascido, que tende a ser mais cônico e com um óstio mais largo, dificultando a obstrução luminal por fecalitos ou hiperplasia linfoide. Além disso, a dieta predominantemente líquida e a menor exposição a patógenos entéricos também podem contribuir. A incidência de apendicite aumenta progressivamente com a idade, tornando-se mais comum em crianças em idade escolar e adolescentes, com um pico na segunda e terceira décadas de vida. O diagnóstico em crianças pequenas (<5 anos) pode ser desafiador devido à apresentação clínica atípica e à dificuldade de comunicação, o que frequentemente leva a atrasos diagnósticos e maior taxa de perfuração.
No período neonatal, o apêndice tem um formato mais cônico e um óstio mais largo, o que dificulta a obstrução luminal, principal mecanismo da apendicite. Além disso, a dieta líquida exclusiva contribui para a menor incidência.
A apendicite aguda é mais comum em crianças maiores, adolescentes e adultos jovens, com pico de incidência entre 10 e 30 anos de idade.
Em crianças pequenas, os sintomas podem ser atípicos e inespecíficos, como irritabilidade, vômitos e dor abdominal difusa, dificultando a localização. A dificuldade de comunicação também atrasa o diagnóstico, aumentando o risco de perfuração.
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