HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Acerca da apendicite aguda, assinale a opção CORRETA:
Apendicite aguda não complicada → tratamento conservador com antibióticos é uma opção em casos selecionados.
Embora a apendicectomia seja o tratamento padrão-ouro para apendicite aguda, estudos recentes e diretrizes têm demonstrado que o tratamento não cirúrgico com antibióticos pode ser uma opção segura e eficaz para casos de apendicite aguda não complicada, evitando a cirurgia em uma parcela dos pacientes. A seleção cuidadosa dos pacientes é crucial.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação e infecção. A incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita é um sintoma clássico, acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador reforçam a suspeita. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose. A ultrassonografia é a modalidade de imagem inicial preferida em crianças e gestantes, enquanto a tomografia computadorizada é altamente acurada e frequentemente utilizada em adultos para confirmar o diagnóstico e excluir diferenciais. Tradicionalmente, a apendicectomia é o tratamento definitivo para a apendicite aguda. No entanto, evidências crescentes suportam o tratamento não cirúrgico com antibióticos para casos de apendicite aguda não complicada, com taxas de sucesso consideráveis e menor morbidade a curto prazo. A escolha da conduta depende da avaliação individual do paciente, da gravidade da inflamação e da presença de complicações.
A dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa são sintomas clássicos. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador podem estar presentes.
O tratamento não cirúrgico com antibióticos pode ser considerado em casos de apendicite aguda não complicada, sem sinais de perfuração ou abscesso, em pacientes selecionados e com acompanhamento rigoroso.
A TC de abdome e pelve possui alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite, sendo útil em casos atípicos ou quando o diagnóstico clínico é incerto, ajudando a definir a conduta.
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