Apendicite Aguda: Opções de Tratamento e Diagnóstico

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Acerca da apendicite aguda, assinale a opção CORRETA:

Alternativas

  1. A) O sinal de Rovsing caracteriza-se pela dor na fossa ilíaca direita ao se percutir no lado esquerdo do abdome;
  2. B) A migração da dor periumbilical para a fossa ilíaca direita é patognomônica;
  3. C) É possível o tratamento não cirúrgico em alguns casos;
  4. D) A tomografia computadorizada (TC) de abdome tem boas taxas de sensibilidade e especificidade, sendo fundamental na definição da conduta;
  5. E) O uso de antibiótico não deve ser inferior a 05 dias e deve cobrir anaeróbicos e gram-negativos.

Pérola Clínica

Apendicite aguda não complicada → tratamento conservador com antibióticos é uma opção em casos selecionados.

Resumo-Chave

Embora a apendicectomia seja o tratamento padrão-ouro para apendicite aguda, estudos recentes e diretrizes têm demonstrado que o tratamento não cirúrgico com antibióticos pode ser uma opção segura e eficaz para casos de apendicite aguda não complicada, evitando a cirurgia em uma parcela dos pacientes. A seleção cuidadosa dos pacientes é crucial.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, levando à inflamação e infecção. A incidência é maior em adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita é um sintoma clássico, acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador reforçam a suspeita. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose. A ultrassonografia é a modalidade de imagem inicial preferida em crianças e gestantes, enquanto a tomografia computadorizada é altamente acurada e frequentemente utilizada em adultos para confirmar o diagnóstico e excluir diferenciais. Tradicionalmente, a apendicectomia é o tratamento definitivo para a apendicite aguda. No entanto, evidências crescentes suportam o tratamento não cirúrgico com antibióticos para casos de apendicite aguda não complicada, com taxas de sucesso consideráveis e menor morbidade a curto prazo. A escolha da conduta depende da avaliação individual do paciente, da gravidade da inflamação e da presença de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da apendicite aguda?

A dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa são sintomas clássicos. Sinais como Rovsing, Psoas e Obturador podem estar presentes.

Em que casos o tratamento não cirúrgico da apendicite aguda pode ser considerado?

O tratamento não cirúrgico com antibióticos pode ser considerado em casos de apendicite aguda não complicada, sem sinais de perfuração ou abscesso, em pacientes selecionados e com acompanhamento rigoroso.

Qual o papel da tomografia computadorizada no diagnóstico da apendicite aguda?

A TC de abdome e pelve possui alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite, sendo útil em casos atípicos ou quando o diagnóstico clínico é incerto, ajudando a definir a conduta.

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