ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Em relação à apendicite, assinalar a alternativa CORRETA:
Apendicite aguda → E. coli e Bacteroides fragili são os principais agentes bacterianos.
A apendicite aguda é causada pela obstrução do lúmen apendicular, levando à proliferação bacteriana. As bactérias mais comumente isoladas são as enterobactérias, como Escherichia coli, e anaeróbios, como Bacteroides fragili, que fazem parte da flora intestinal normal.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, resultando da obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou, menos frequentemente, parasitas ou tumores. Essa obstrução leva à estase, proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, se não tratada, perfuração. A microbiologia da apendicite é dominada por bactérias da flora intestinal. Os principais agentes encontrados são bacilos Gram-negativos, como a Escherichia coli, e anaeróbios, como o Bacteroides fragili. O conhecimento desses patógenos é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica pré-operatória e pós-operatória, especialmente em casos de apendicite complicada. Clinicamente, a apendicite se manifesta com dor abdominal que tipicamente migra do periumbilical para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. A dor não melhora com a eliminação de flatos ou evacuação, e a ausência de anorexia não afasta o diagnóstico, embora seja um sintoma comum. A diarreia não é um sintoma comum na fase inicial. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada.
A apendicite tipicamente começa com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa.
A dor da apendicite é causada pela inflamação e distensão do apêndice, que é um processo contínuo e progressivo, não relacionado à eliminação de gases ou fezes do cólon.
Embora a diarreia possa ocorrer em alguns casos atípicos, especialmente em apendicite retrocecal ou pélvica, ela não é um sintoma comum na fase inicial e sua presença não afasta nem confirma o diagnóstico.
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