SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A apendicite aguda continua sendo um diagnóstico frequente nas emergências, e a apendicectomia a cirurgia abdominal de urgência mais comumente realizada. Em relação à apendicite não complicada, é correto afirmar que o(a):
Apendicite não complicada → Antibiótico pré-operatório profilático, sem necessidade de pós-operatório.
Na apendicite aguda não complicada, a administração de antibióticos profiláticos antes da cirurgia (apendicectomia) é suficiente para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. Não há necessidade de continuar a antibioticoterapia no pós-operatório, pois a fonte da infecção (apêndice inflamado) foi removida.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, e a apendicectomia é a cirurgia abdominal de urgência mais realizada. É fundamental para o residente diferenciar a apendicite não complicada da complicada, pois o manejo, especialmente em relação à antibioticoterapia, difere significativamente. Na apendicite aguda não complicada (sem perfuração, abscesso ou peritonite difusa), a principal indicação para antibióticos é a profilaxia pré-operatória. A administração de uma dose única de antibiótico de amplo espectro (cobrir Gram-negativos e anaeróbios) antes da incisão cirúrgica é eficaz para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. Após a apendicectomia de um apêndice não complicado, a fonte da infecção é removida, e não há necessidade de continuar a antibioticoterapia no pós-operatório. A manutenção de antibióticos nesses casos não traz benefício adicional e pode contribuir para a resistência antimicrobiana e efeitos adversos. A conduta expectante não é recomendada para apendicite aguda, e a RM é exame de escolha em gestantes/crianças, não para todos.
Na apendicite aguda não complicada, os antibióticos têm um papel profilático, sendo administrados antes da cirurgia para prevenir infecções do sítio cirúrgico. Não são necessários no pós-operatório.
A flora bacteriana na apendicite aguda é polimicrobiana, com predominância de bactérias Gram-negativas entéricas (como E. coli) e anaeróbios (como Bacteroides fragilis). Pseudomonas aeruginosa não é o Gram-negativo mais comum.
A ressonância magnética (RM) é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de apendicite aguda em gestantes e crianças, devido à ausência de radiação ionizante, embora a ultrassonografia e a tomografia computadorizada sejam mais comuns em outras populações.
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