HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
A discussão da associação entre o tempo de evolução da apendicite aguda e o tratamento cirúrgico e suas consequências em desfecho clínico parte da premissa de que a doença evolui de uma fase inflamatória para necrose e posterior perfuração, de acordo com a fisiopatologia clássica descrita para a mesma. Diante desses fatos, atualmente, recomenda-se que o procedimento cirúrgico (apendicectomia) pode ser adiado por algumas horas, desde que sejam obedecidas algumas orientações:
Apendicectomia pode adiar se: estável, <72h, TC sem perfuração/fluido peritoneal/fecalito.
O adiamento da apendicectomia em casos de apendicite aguda é uma prática que vem ganhando espaço, mas exige critérios rigorosos: estabilidade hemodinâmica, ausência de sinais de gravidade sistêmica, tempo de evolução limitado e, crucialmente, achados tomográficos que excluam complicações como perfuração, abscesso ou fecalito impactado.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, e a apendicectomia tem sido tradicionalmente o tratamento padrão-ouro. No entanto, a compreensão da fisiopatologia e da evolução da doença tem levado a uma discussão sobre a possibilidade de manejo não operatório ou adiamento da cirurgia em casos selecionados, especialmente em cenários de recursos limitados ou para otimizar o tempo cirúrgico. A fisiopatologia clássica descreve a progressão da apendicite de uma fase inflamatória (edematosa, flegmonosa) para necrose e perfuração. A decisão de adiar a cirurgia baseia-se na premissa de que nem todos os casos progridem rapidamente para perfuração e que alguns podem ser controlados inicialmente com antibioticoterapia. Critérios rigorosos são essenciais para essa abordagem, incluindo estabilidade hemodinâmica, ausência de sinais de sepse ou disfunção orgânica, e tempo de história limitado. A tomografia computadorizada (TC) desempenha um papel crucial na seleção de pacientes para o adiamento cirúrgico. Achados como a ausência de fluido peritoneal livre, perfuração aparente ou fecalito impactado são indicativos de um estágio menos avançado da doença, permitindo uma abordagem mais conservadora inicial. O adiamento, quando bem indicado e monitorado, pode reduzir a necessidade de cirurgias de emergência e otimizar o uso de recursos, mas a vigilância clínica rigorosa é imperativa para detectar qualquer sinal de deterioração.
A apendicectomia pode ser adiada em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem sinais de disfunção orgânica ou resposta inflamatória exacerbada, com tempo de história menor que 72 horas e sem achados na TC de fluido peritoneal, perfuração ou fecalito.
A TC é fundamental para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e identificar complicações como perfuração, abscesso ou fecalito. Seus achados são decisivos para determinar a conduta, incluindo a possibilidade de adiamento cirúrgico.
Adiar a cirurgia em pacientes com critérios de gravidade ou complicações pode levar a um aumento do risco de perfuração, peritonite, formação de abscesso, sepse e maior morbimortalidade.
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