HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
A causa mais comum de abdome agudo inflamatório em pacientes jovens é:
Apendicite aguda = causa + comum de abdome agudo inflamatório em jovens.
A apendicite aguda é a causa mais frequente de abdome agudo inflamatório, especialmente em crianças e adultos jovens, e requer intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações graves como perfuração e peritonite.
O abdome agudo inflamatório é uma síndrome clínica caracterizada por dor abdominal de início súbito, geralmente acompanhada de sinais de inflamação peritoneal, que requer avaliação médica urgente. A apendicite aguda é, de longe, a causa mais comum dessa condição em pacientes jovens, com pico de incidência entre 10 e 30 anos. Sua importância clínica reside no risco de progressão para perfuração, peritonite e sepse se não tratada prontamente. A fisiopatologia da apendicite aguda envolve a obstrução da luz apendicular, geralmente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou corpo estranho, levando à proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. O diagnóstico é essencialmente clínico, com a história de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e vômitos. O exame físico revela dor à palpação no ponto de McBurney e sinais de irritação peritoneal. Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada são úteis para confirmar o diagnóstico e excluir outros diferenciais. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, através da apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente quando o diagnóstico e a intervenção são precoces. Complicações como abscesso apendicular ou peritonite difusa aumentam a morbidade. Pontos de atenção incluem a alta taxa de diagnósticos diferenciais em crianças e mulheres em idade fértil, exigindo uma abordagem diagnóstica cuidadosa para evitar cirurgias desnecessárias ou atrasos no tratamento.
A dor tipicamente inicia-se na região periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Exames complementares como hemograma (leucocitose) e ultrassonografia ou tomografia abdominal podem auxiliar na confirmação.
Em jovens, os diferenciais incluem adenite mesentérica, gastroenterite, infecção do trato urinário, cisto ovariano torcido ou roto em meninas, e diverticulite de Meckel.
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