Apendicite Aguda: Diagnóstico Clínico e Sinais Chave

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente apresenta dor em fossa ilíaca direita com febre e anorexia. O exame físico revela dor à descompressão brusca. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Apendicite aguda.
  2. B) Colecistite.
  3. C) Pancreatite.
  4. D) Diverticulite.

Pérola Clínica

Dor FID + febre + anorexia + descompressão brusca = Apendicite aguda.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico. A tríade clássica de sintomas inclui dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), anorexia e náuseas/vômitos, frequentemente acompanhada de febre baixa e sinais de irritação peritoneal (como dor à descompressão brusca).

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice vermiforme e representa a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, afetando indivíduos de todas as idades, com pico de incidência na segunda e terceira décadas de vida. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, como perfuração e peritonite. A fisiopatologia geralmente envolve a obstrução da luz apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou, menos comumente, parasitas ou tumores. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal, isquemia, proliferação bacteriana e, finalmente, inflamação e necrose da parede apendicular. O quadro clínico clássico inicia-se com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação e sinais de irritação peritoneal, como a dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg). O tratamento da apendicite aguda é predominantemente cirúrgico, através da apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente quando o diagnóstico e o tratamento são realizados precocemente. Atrasos podem levar a complicações como abscesso apendicular, perfuração e peritonite difusa, aumentando a morbidade e a mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos ao exame físico que sugerem apendicite aguda?

Além da dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) na fossa ilíaca direita, outros sinais incluem dor à palpação profunda (ponto de McBurney), sinal de Rovsing (dor na FID ao palpar a FIE) e sinal do Psoas (dor na FID ao estender a coxa direita).

Quais exames complementares são úteis no diagnóstico da apendicite aguda?

Exames laboratoriais (leucocitose com desvio à esquerda) e de imagem (ultrassonografia abdominal e tomografia computadorizada) são cruciais. A TC é considerada o padrão-ouro, especialmente em casos atípicos.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da apendicite aguda em mulheres?

Em mulheres, deve-se considerar doenças ginecológicas como doença inflamatória pélvica, cisto ovariano roto ou torcido, gravidez ectópica e endometriose. Outros diferenciais incluem diverticulite de Meckel, ileíte e linfadenite mesentérica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo