INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher com 22 anos procurou serviço hospitalar há 6 horas, com dor periumbilical, em cólica, de forte intensidade. Nesse período de tempo, apresentou um episódio de vômito e manteve anorexia e náusea. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, com temperatura axilar de 38 °C e dor intensa à descompressão manual brusca em fossa ilíaca direita.No resultado do hemograma, são evidenciados: 14.000 leucócitos/mm3 (valor de referência - VR: 4.000 a 10.000 leucócitos/mm3), bastões 3% (VR: 0 a 5%), segmentados 61% (VR: 40 a 60%).Tomografia computadorizada de abdome mostra apêndice aumentado de volume e densificação da gordura periapendicular.Com base nos dados relatados, assinale a opção que apresenta conduta cirúrgica e uso de antibióticos adequados
Apendicite aguda (clínica + imagem) → apendicectomia laparoscópica + ATB pré-operatório (cefazolina + metronidazol).
O diagnóstico de apendicite aguda é clínico, suportado por exames laboratoriais (leucocitose com desvio) e de imagem (TC de abdome). A conduta padrão ouro é a apendicectomia, preferencialmente laparoscópica, associada à antibioticoterapia profilática pré-operatória para cobrir a flora intestinal e reduzir riscos infecciosos.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme. A apresentação clínica típica inclui dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. O exame físico revela dor à palpação e descompressão brusca na fossa ilíaca direita. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames complementares como hemograma (leucocitose com desvio à esquerda) e tomografia computadorizada de abdome (apêndice aumentado, densificação da gordura periapendicular) são cruciais para confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais. O tratamento padrão ouro é a apendicectomia, que pode ser realizada por via aberta ou, preferencialmente, por videolaparoscopia, devido aos menores tempos de recuperação e menor dor pós-operatória. A antibioticoterapia profilática pré-operatória, geralmente com cobertura para gram-negativos e anaeróbios (ex: cefazolina e metronidazol), é essencial para reduzir o risco de infecções do sítio cirúrgico.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e dor à descompressão brusca (sinal de Blumberg) na fossa ilíaca direita.
A tomografia computadorizada é um exame de imagem altamente sensível e específico para apendicite aguda, capaz de confirmar o diagnóstico, identificar complicações (como perfuração ou abscesso) e excluir outros diagnósticos diferenciais abdominais.
Para apendicectomia não complicada, a antibioticoprofilaxia pré-operatória deve cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbias da flora intestinal. Um esquema comum e eficaz é a combinação de cefazolina (para gram-negativos) e metronidazol (para anaeróbios).
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