HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente de 26 anos, sexo feminino, vem com queixa de mal-estar há dois dias, com piora progressiva e, há um dia, com dor abdominal em hipogastro associada a disúria e polaciúria. Nega febre, nega alterações de hábito intestinal, refere inapetência, mas nega vômitos. Sexualmente ativa, refere corrimento amarelo claro no período, faz uso de contraceptivo oral; data da última menstruação há 3 semanas. Ao exame físico, está em bom estado geral, FC 89 bpm, PAM 120 x 87 mmHg, dor à palpação de hipogastro, sem massas palpáveis ou sinal de irritação peritoneal. Urina I com 20000 leucócitos/mL (VR 0 – 10000). Realizou o exame a seguir.Assinale a alternativa que contém o diagnóstico correto para esse caso.
Dor abdominal em hipogastro + inapetência + sintomas urinários em mulher jovem → Considerar apendicite atípica, mesmo com leucocitúria.
Embora a presença de disúria, polaciúria e leucocitúria sugira infecção do trato urinário, a dor abdominal em hipogastro e a inapetência em uma mulher jovem podem indicar apendicite aguda, especialmente se os sintomas urinários forem atípicos ou a dor abdominal for o sintoma predominante. A apendicite pode ter apresentações variadas e mimetizar outras condições.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, mas seu diagnóstico pode ser desafiador, especialmente em mulheres jovens, devido à sobreposição de sintomas com condições ginecológicas e urológicas. A apresentação clássica de dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas e febre pode estar ausente em até um terço dos pacientes, levando a atrasos no diagnóstico e aumento do risco de complicações. Neste caso, a presença de disúria, polaciúria e leucocitúria na urina I pode desviar a atenção para uma infecção do trato urinário (ITU). No entanto, a dor abdominal em hipogastro e a inapetência, juntamente com a ausência de febre e irritação peritoneal, devem levantar a suspeita de apendicite aguda não complicada, que pode irritar estruturas adjacentes como a bexiga e o ureter, causando sintomas urinários referidos. A chave para o diagnóstico correto reside na integração dos dados clínicos, laboratoriais e, frequentemente, de exames de imagem. A ultrassonografia pélvica ou abdominal e a tomografia computadorizada são ferramentas valiosas para visualizar o apêndice inflamado, avaliar a presença de complicações e excluir outros diagnósticos diferenciais, como doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido ou ureterolitíase. A conduta é cirúrgica, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a perfuração.
O apêndice inflamado, especialmente se estiver em posição pélvica, pode irritar a bexiga e o ureter, causando sintomas como disúria, polaciúria e até leucocitúria, levando a um diagnóstico inicial equivocado de ITU.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas/vômitos e febre baixa. No entanto, a apresentação pode ser atípica, especialmente em mulheres e crianças.
Em casos de apresentação atípica ou dúvida diagnóstica, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada de abdome são cruciais para confirmar ou excluir a apendicite, visualizando o apêndice inflamado e descartando outras causas.
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