Apendicite Aguda: Antibioticoterapia e Cobertura Bacteriana

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020

Enunciado

Nos pacientes jovens do sexo masculino com dor abdominal aguda que inicia no epigástrico e se localiza no quadrante inferior direito do abdome, com descompressão dolorosa e defesa abdominal, ultrassonografia pélvica com sinal de alvo levando à suspeita de apendicite aguda, a antibioticoterapia a ser prescrita deve incluir agentes que atinjam bactérias:

Alternativas

  1. A) Gram positivas e negativas aeróbicas e anaeróbicas.
  2. B)  Gram positivas anaeróbicas e bacteroides.
  3. C) Gram negativas aeróbicas e anaeróbicas.
  4. D) Gram positivas e alguns protozoários.
  5. E) Gram negativas e alguns protozoários.

Pérola Clínica

Antibioticoterapia para apendicite aguda → Cobrir Gram positivos e negativos, aeróbicos e anaeróbicos, devido à flora intestinal polimicrobiana.

Resumo-Chave

A apendicite aguda envolve a proliferação de bactérias da flora intestinal normal. Portanto, a antibioticoterapia empírica deve ser de amplo espectro, cobrindo os principais patógenos aeróbicos (Gram-negativos como E. coli) e anaeróbicos (Gram-negativos como Bacteroides fragilis, e Gram-positivos como Peptostreptococcus), para prevenir infecções pós-operatórias ou tratar casos complicados.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer intervenção cirúrgica. A patogênese envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à estase, proliferação bacteriana, inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. A flora bacteriana envolvida é a mesma do cólon, predominantemente polimicrobiana, incluindo bactérias Gram-negativas aeróbicas (como E. coli) e anaeróbicas (como Bacteroides fragilis), além de Gram-positivos aeróbicos e anaeróbicos. Diante de uma suspeita de apendicite aguda, a antibioticoterapia é um componente essencial do manejo, seja como profilaxia pré-operatória ou como tratamento para apendicite complicada (com perfuração ou abscesso). A escolha do antibiótico deve garantir cobertura de amplo espectro para os principais patógenos envolvidos. Isso significa que a terapia deve ser eficaz contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas, para prevenir infecções do sítio cirúrgico e outras complicações infecciosas. Regimes comuns incluem combinações de um agente com atividade contra Gram-negativos aeróbicos (ex: cefalosporina de terceira geração) e um agente com atividade contra anaeróbios (ex: metronidazol), ou um único agente de amplo espectro (ex: piperacilina-tazobactam). A duração da antibioticoterapia varia conforme a apresentação clínica e se houve perfuração. O objetivo é reduzir a morbidade associada à infecção e melhorar os resultados pós-operatórios.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais grupos de bactérias envolvidos na apendicite aguda?

A apendicite aguda é uma infecção polimicrobiana, envolvendo principalmente bactérias da flora intestinal. Os grupos mais importantes são os Gram-negativos aeróbicos (como Escherichia coli) e os Gram-negativos anaeróbicos (como Bacteroides fragilis), além de alguns Gram-positivos anaeróbicos (como Peptostreptococcus) e aeróbicos (como Enterococcus).

Qual o objetivo da antibioticoterapia na apendicite aguda?

A antibioticoterapia na apendicite aguda tem como objetivo prevenir infecções do sítio cirúrgico, abscessos intra-abdominais e outras complicações infecciosas, especialmente em casos de apendicite perfurada ou gangrenosa. Em casos não complicados, pode reduzir a taxa de complicações pós-operatórias.

Quais classes de antibióticos são comumente usadas para apendicite?

As classes de antibióticos comumente usadas incluem cefalosporinas de segunda ou terceira geração (como cefoxitina ou ceftriaxona) combinadas com metronidazol, ou monoterapia com piperacilina-tazobactam. A escolha depende da gravidade, perfil de resistência local e se a apendicite é complicada ou não.

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