Apendicite Aguda: Sinais, Sintomas e Complicações

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 25 anos de idade procurou atendimento médico com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. Ao exame físico, foram constatados distensão abdominal e sinal de Blumberg positivo, ressonância timpânica diminuída à percussão, além de plastrão palpável em FID e rigidez abdominal difusa à palpação profunda. Os sinais vitais revelaram FC = 120 bpm, FR = 22 irpm, PA = 90 mmHg x 60 mmHg e temperatura = 38,5 °C. Com base nesse caso clínico, a suspeita diagnóstica mais provável é

Alternativas

  1. A) pancreatite aguda.
  2. B) colecistite aguda.
  3. C) diverticulite aguda.
  4. D) apendicite aguda.
  5. E) gastroenterite viral.

Pérola Clínica

Dor FID + Blumberg + plastrão + sinais sistêmicos → Apendicite aguda complicada.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica. A presença de dor em FID, sinal de Blumberg positivo, plastrão palpável e sinais de resposta inflamatória sistêmica (febre, taquicardia, hipotensão) sugere um quadro avançado, possivelmente com perfuração e peritonite.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente jovens adultos. É caracterizada pela inflamação do apêndice vermiforme, uma pequena estrutura tubular ligada ao ceco. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves, sendo um tema recorrente em provas de residência e na prática médica diária. O diagnóstico da apendicite aguda é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Sintomas típicos incluem dor abdominal que se inicia periumbilical e migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, vômitos e anorexia. Ao exame físico, são comuns a dor à palpação em FID, o sinal de Blumberg positivo e, em casos mais avançados, rigidez abdominal e a presença de um plastrão apendicular. Exames complementares como hemograma (leucocitose) e ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem auxiliar na confirmação diagnóstica. A conduta para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações como perfuração, formação de abscesso, peritonite e sepse, com aumento significativo da morbimortalidade. Portanto, a suspeita clínica precoce e a intervenção cirúrgica oportuna são cruciais para um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda?

Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), náuseas, vômitos, anorexia, febre baixa e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo (descompressão brusca dolorosa).

O que significa a presença de um plastrão em FID na apendicite?

Um plastrão apendicular é uma massa inflamatória palpável na FID, formada pelo apêndice inflamado, omento e alças intestinais adjacentes. Geralmente indica um processo inflamatório mais crônico ou contido, mas ainda requer manejo cirúrgico.

Quais são as complicações mais graves da apendicite aguda?

As complicações mais graves incluem perfuração do apêndice, que pode levar a peritonite difusa, formação de abscesso apendicular e, em casos extremos, sepse e choque séptico, como sugerido pelos sinais vitais do paciente.

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