HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Homem, 25 anos de idade, hígido, há 36 horas com dor abdominal de forte intensidade, progressiva, inicialmente em mesogástrio, com migração nas últimas 24 horas para localização em fossa ilíaca direita. Apresentou anorexia, náuseas e dois episódios de vômito associados ao quadro. Há 1 dia teve um pico febril de 37,9°C. Nega queixas urinárias ou alteração nas evacuações. Ao exame, apresenta-se com fácies de dor, ansioso, frequência cardíaca de 115 batimentos por minuto, pressão arterial de 120 x 80 mmHg, afebril. Exame abdominal com abdome um pouco distendido, predominantemente flácido, doloroso e com defesa à palpação próximo à fossa ilíaca direita, com presença de dor à descompressão brusca na região e dor ao realizar extensão do membro inferior direito. Exames laboratoriais mostraram Hb 12,1 g/dL; Ht 36%; Leucograma 17.000/mm³ (80% segmentados, 8% bastões); Plaquetas 310.000/mm³; Proteína C-Reativa 12,0mg/dL; Ureia 35 mg/dL; Creatinina 0,9 mg/dL; Na⁺ 139 mEq/L; K⁺ 3,9 mmol/L. A respeito do caso descrito, assinale a alternativa correta:
Apendicite aguda: dor periumbilical → FID + anorexia/náuseas/vômitos + leucocitose + sinais peritoniais.
O quadro clínico clássico de apendicite aguda, com dor migratória, sintomas gastrointestinais e sinais de irritação peritoneal, associado a leucocitose e PCR elevada, é suficiente para indicar a cirurgia. A videolaparoscopia é o padrão-ouro e pode ser realizada sem exames de imagem adicionais em casos típicos.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo inflamatório, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico e manejo. Caracteriza-se pela inflamação do apêndice vermiforme, mais frequente em jovens, e sua incidência é de cerca de 100 casos por 100.000 pessoas por ano. A identificação precoce é vital para prevenir complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor migratória (periumbilical para fossa ilíaca direita), anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Ao exame físico, são comuns a dor à palpação em fossa ilíaca direita, dor à descompressão brusca (Blumberg), sinal do Psoas e Rovsing. Exames laboratoriais frequentemente mostram leucocitose com desvio à esquerda e elevação da Proteína C-Reativa. Em casos atípicos ou para confirmação, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada são úteis. O tratamento padrão-ouro é a apendicectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, que oferece menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. A decisão cirúrgica deve ser tomada rapidamente para evitar a progressão da inflamação para perfuração, que aumenta significativamente a morbidade e mortalidade. A antibioticoterapia pré-operatória é recomendada para cobrir flora intestinal.
A apendicite aguda classicamente se manifesta com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Sinais como Blumberg e Psoas são comuns.
O escore de Alvarado auxilia na estratificação de risco, mas um quadro clínico e laboratorial típico pode justificar a cirurgia mesmo com escore intermediário, especialmente em homens jovens.
A apendicectomia videolaparoscópica é o tratamento definitivo e pode ser indicada de urgência em pacientes com apresentação clínica e laboratorial clássica, mesmo sem exames de imagem confirmatórios.
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