Apendicite Aguda: Diagnóstico e Sinais Chave

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 22 anos se apresenta no pronto-socorro com dor abdominal, de início insidioso, que começou na região do hipogástrio e irradiou-se para o quadrante inferior direito nas últimas 12 horas. Ela também relata náuseas, febre leve e anorexia. Diz estar fazendo tratamento para candidíase vaginal. Ao exame físico, há dor à palpação em fossa ilíaca direita, além de defesa muscular. Exame de sangue revela leucocitose acima de 15.000 mm³. O diagnóstico mais provável, dentre os abaixo, é:

Alternativas

  1. A) Gravidez ectópica.
  2. B) lleíte terminal.
  3. C) Cisto roto de ovário.
  4. D) Apendicite aguda.
  5. E) Salpingite.

Pérola Clínica

Dor periumbilical → FID, náuseas, anorexia, febre leve, leucocitose, defesa muscular FID → Apendicite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clássico de apendicite aguda envolve dor abdominal que se inicia na região periumbilical ou epigástrica e migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, anorexia, febre baixa e leucocitose. A presença de dor à palpação e defesa muscular em FID são achados cruciais no exame físico que corroboram o diagnóstico. É uma emergência cirúrgica comum.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando indivíduos de todas as idades, mas com maior incidência em adolescentes e adultos jovens. É uma inflamação do apêndice cecal, geralmente causada pela obstrução do lúmen apendicular por fecalitos, hiperplasia linfoide ou parasitas. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e formação de abscesso. Este é um tema central para residentes de cirurgia geral e clínica médica. A fisiopatologia da apendicite aguda começa com a obstrução do lúmen, que leva ao acúmulo de muco e aumento da pressão intraluminal. Isso compromete o fluxo linfático e venoso, resultando em isquemia, proliferação bacteriana e inflamação da parede apendicular. Clinicamente, a dor tipicamente se inicia na região periumbilical ou epigástrica (dor visceral) e, à medida que a inflamação atinge o peritônio parietal, migra e se localiza na fossa ilíaca direita (dor somática). Sintomas associados incluem náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. A leucocitose é um achado laboratorial comum, mas não específico. O diagnóstico de apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A palpação abdominal revela dor e defesa muscular em fossa ilíaca direita, com sinais como Blumberg e Rovsing. Exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, podem auxiliar na confirmação diagnóstica e exclusão de diferenciais, especialmente em casos atípicos ou em mulheres (para diferenciar de causas ginecológicas). O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A diferenciação de outras condições como gravidez ectópica, cisto ovariano roto, salpingite ou ileíte terminal é fundamental para o manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais da apendicite aguda e como a dor evolui?

Os sintomas iniciais da apendicite aguda geralmente incluem dor periumbilical ou epigástrica, náuseas e anorexia. A dor tipicamente migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney) dentro de 12 a 24 horas, tornando-se mais localizada e intensa, acompanhada de febre leve.

Quais achados no exame físico são sugestivos de apendicite aguda?

No exame físico, são sugestivos de apendicite aguda a dor à palpação em fossa ilíaca direita, defesa muscular involuntária, e sinais como Blumberg (dor à descompressão brusca), Rovsing (dor em FID à palpação da FIE) e Psoas (dor em FID à extensão do quadril direito).

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da dor em fossa ilíaca direita em mulheres jovens?

Em mulheres jovens, os principais diagnósticos diferenciais da dor em fossa ilíaca direita incluem gravidez ectópica, cisto ovariano roto ou torcido, doença inflamatória pélvica (salpingite), ileíte terminal (doença de Crohn) e infecção do trato urinário, além da apendicite aguda.

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