UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Paciente feminina, 18 anos, dor contínua de início insidioso, há 10 horas, no epigástrio, passando à região periumbilical. Há cerca de 4 horas, a dor localizou-se na fossa ilíaca direita. Refere também anorexia e náuseas esporadicamente. No exame físico, observa-se abaulamento discreto na fossa ilíaca direita com dor à palpação superficial e profunda e descompressão brusca mais dolorosa. Temperatura de 38,7 ºC. Ao toque vaginal, há dor à palpação do fundo de saco à direita. Qual é o diagnóstico mais provável, com base na história e exame físico?
Dor migratória (epigástrio → periumbilical → FID) + febre + descompressão brusca + dor ao toque vaginal = Apendicite aguda (provavelmente perfurada).
A história clássica de dor migratória, anorexia, náuseas, febre e sinais de irritação peritoneal (Blumberg positivo, dor à palpação profunda e toque vaginal doloroso) são altamente sugestivos de apendicite aguda. A febre mais alta (38.7°C) e a dor à descompressão brusca sugerem um estágio mais avançado, possivelmente com perfuração e peritonite localizada.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. É crucial para residentes e estudantes de medicina dominar seu diagnóstico, pois o atraso pode levar a complicações graves como perfuração e peritonite. O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico. A sequência clássica da dor (epigástrica/periumbilical para fossa ilíaca direita), anorexia, náuseas e vômitos, seguida por febre e sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing, Psoas, Obturador), são pilares diagnósticos. O toque retal ou vaginal pode revelar dor no fundo de saco, indicando inflamação pélvica. A presença de febre mais alta (38.7°C) e sinais de peritonite localizada mais intensos (dor à descompressão brusca e dor ao toque vaginal) neste caso sugerem um estágio avançado da doença, provavelmente com perfuração do apêndice. O tratamento é cirúrgico (apendicectomia), e a perfuração aumenta o risco de complicações infecciosas pós-operatórias.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa, e sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo e dor à descompressão.
A dor inicial periumbilical é visceral, devido à distensão do apêndice inflamado. Com a progressão da inflamação para a serosa e o peritônio parietal, a dor se torna somática e se localiza na fossa ilíaca direita, sendo um sinal altamente sugestivo.
Achados que sugerem perfuração incluem febre mais alta (>38.5°C), leucocitose mais pronunciada, sinais de peritonite difusa ou localizada mais intensos, e a presença de massa palpável (plastron apendicular) ou abscesso em exames de imagem.
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