UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Paciente de 15 anos, masculino, comparece em Unidade Básica de Saúde com queixa de dor abdominal há 2 dias, inicialmente em região epigástrica com posterior migração para fossa ilíaca direita. Apresenta-se febril e com queixa de anorexia. Sobre o diagnóstico mais provável, é INCORRETO afirmar:
Apendicite aguda → encaminhar para PS para avaliação cirúrgica; ATB pré-operatório é do cirurgião.
Em caso de suspeita de apendicite aguda, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um pronto-socorro para avaliação cirúrgica. A decisão de iniciar antibioticoterapia pré-operatória é do cirurgião, não do médico da UBS, e não é baseada apenas no tempo de evolução.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, especialmente em adolescentes e adultos jovens. O quadro clínico clássico inicia-se com dor periumbilical ou epigástrica que, após algumas horas, migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. A história de migração da dor é um sintoma cardinal e altamente sugestivo. O diagnóstico da apendicite aguda é predominantemente clínico, baseado na anamnese e no exame físico. Sinais como o de Rovsing (dor na fossa ilíaca direita à palpação da fossa ilíaca esquerda), Blumberg (descompressão brusca dolorosa) e Psoas (dor à extensão do quadril direito) corroboram a suspeita. Embora exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada sejam úteis em casos duvidosos, eles não são obrigatórios para a intervenção cirúrgica em quadros clínicos típicos. A conduta para apendicite aguda é cirúrgica, sendo a apendicectomia o tratamento definitivo. A via laparoscópica é preferencial, associada a menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida, embora possa ter um risco ligeiramente maior de abscesso intra-cavitário em alguns estudos. O médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) deve reconhecer o quadro e encaminhar o paciente imediatamente para um pronto-socorro. A antibioticoterapia pré-operatória é geralmente iniciada no ambiente hospitalar, sob orientação da equipe cirúrgica, e não deve ser rotina na atenção primária, pois pode mascarar o quadro e atrasar o tratamento definitivo.
Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa, além de sinais ao exame físico como Rovsing, Blumberg e Psoas.
O paciente com suspeita de apendicite aguda deve ser prontamente encaminhado a um pronto-socorro para avaliação cirúrgica, exames complementares e tratamento definitivo, sem atrasos desnecessários.
Não, o diagnóstico de apendicite aguda é primariamente clínico. Em casos típicos, a intervenção cirúrgica pode ser realizada sem exames de imagem, embora a ultrassonografia ou tomografia sejam úteis em casos atípicos ou para diferenciação.
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