São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Um homem de 63 anos apresenta-se com dor abdominal súbita, intensa, iniciada há 6 horas, localizada inicialmente no epigástrio e migrando para o quadrante inferior direito, acompanhada de vômitos e febre baixa. Exame físico revela defesa abdominal e dor à palpação no ponto de McBurney. Qual é o diagnóstico mais provável e o próximo passo?
Dor epigástrica migrando para QID + dor em McBurney + vômitos/febre = Apendicite Aguda → Imagem e Cirurgia.
A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica caracterizada pela inflamação do apêndice cecal. A apresentação clássica inclui dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, acompanhada de náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal, como dor à palpação no ponto de McBurney e defesa abdominal.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo uma emergência médica que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica. A inflamação do apêndice cecal pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente em adolescentes e adultos jovens. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves, como perfuração, peritonite e formação de abscesso. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente envolve a obstrução da luz apendicular, frequentemente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento do fluxo sanguíneo e proliferação bacteriana, resultando em inflamação e, se não tratada, necrose e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor clássica inicia-se periumbilical ou epigástrica e migra para o quadrante inferior direito, localizando-se no ponto de McBurney. Náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa são sintomas associados. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose. A confirmação diagnóstica é frequentemente realizada por exames de imagem, como a tomografia computadorizada do abdome, que possui alta sensibilidade e especificidade. O tratamento definitivo é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta, sendo uma cirurgia de emergência.
Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Sinais no exame físico incluem dor à palpação no ponto de McBurney, defesa abdominal e sinal de Blumberg.
A tomografia computadorizada do abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em adultos. A ultrassonografia é preferida em crianças e mulheres grávidas para evitar radiação.
Os diferenciais incluem adenite mesentérica, diverticulite de Meckel, gastroenterite, infecção do trato urinário, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido e gravidez ectópica, dependendo da idade e sexo do paciente.
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