Apendicite Aguda: Diagnóstico e Manejo de Emergência

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 63 anos apresenta-se com dor abdominal súbita, intensa, iniciada há 6 horas, localizada inicialmente no epigástrio e migrando para o quadrante inferior direito, acompanhada de vômitos e febre baixa. Exame físico revela defesa abdominal e dor à palpação no ponto de McBurney. Qual é o diagnóstico mais provável e o próximo passo?

Alternativas

  1. A) Suspeita de colecistite aguda; realizar ultrassonografia abdominal para avaliar a presença de cálculos e espessamento da parede da vesícula.
  2. B) Suspeita de diverticulite; indicar uma tomografia computadorizada do abdômen para confirmar a presença de divertículos inflamados e possíveis complicações.
  3. C) Suspeita de apendicite aguda; indicar uma cirurgia de emergência para apendicectomia após confirmação por imagem.
  4. D) Suspeita de obstrução intestinal; realizar uma radiografia de abdômen em posição supina e ortostática para identificar níveis hidroaéreos.

Pérola Clínica

Dor epigástrica migrando para QID + dor em McBurney + vômitos/febre = Apendicite Aguda → Imagem e Cirurgia.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é uma emergência cirúrgica caracterizada pela inflamação do apêndice cecal. A apresentação clássica inclui dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, acompanhada de náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal, como dor à palpação no ponto de McBurney e defesa abdominal.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo uma emergência médica que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica. A inflamação do apêndice cecal pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente em adolescentes e adultos jovens. O atraso no diagnóstico e tratamento pode levar a complicações graves, como perfuração, peritonite e formação de abscesso. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente envolve a obstrução da luz apendicular, frequentemente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou parasitas. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, distensão, aumento da pressão intraluminal, comprometimento do fluxo sanguíneo e proliferação bacteriana, resultando em inflamação e, se não tratada, necrose e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A dor clássica inicia-se periumbilical ou epigástrica e migra para o quadrante inferior direito, localizando-se no ponto de McBurney. Náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa são sintomas associados. Exames laboratoriais podem mostrar leucocitose. A confirmação diagnóstica é frequentemente realizada por exames de imagem, como a tomografia computadorizada do abdome, que possui alta sensibilidade e especificidade. O tratamento definitivo é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta, sendo uma cirurgia de emergência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor periumbilical ou epigástrica que migra para o quadrante inferior direito, náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. Sinais no exame físico incluem dor à palpação no ponto de McBurney, defesa abdominal e sinal de Blumberg.

Qual o papel da imagem no diagnóstico da apendicite aguda?

A tomografia computadorizada do abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de apendicite aguda, especialmente em adultos. A ultrassonografia é preferida em crianças e mulheres grávidas para evitar radiação.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da apendicite aguda?

Os diferenciais incluem adenite mesentérica, diverticulite de Meckel, gastroenterite, infecção do trato urinário, doença inflamatória pélvica, cisto ovariano torcido e gravidez ectópica, dependendo da idade e sexo do paciente.

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