Apendicite Aguda: Sinais Clássicos e Diagnóstico Clínico

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 45 anos, tabagista, com história de dor abdominal difusa há 12 horas, que evoluiu para dor localizada em fossa ilíaca direita. Ao exame físico, apresenta dor à palpação nessa região, defesa muscular e sinal de Blumberg positivo. Não há antecedentes cirúrgicos relevantes. O diagnóstico mais provável é

Alternativas

  1. A) Pancreatite aguda.
  2. B) Apendicite aguda.
  3. C) Diverticulite.
  4. D) Colecistite aguda.
  5. E) Úlcera péptica perfurada.

Pérola Clínica

Dor periumbilical que migra para fossa ilíaca direita (FID) + Blumberg positivo = Apendicite aguda até prova em contrário.

Resumo-Chave

A cronologia da dor (início visceral, difuso/periumbilical, com posterior localização somática em fossa ilíaca direita) é um dado semiológico de alta especificidade para apendicite aguda. A presença de sinais de irritação peritoneal, como defesa e descompressão brusca dolorosa (Blumberg), reforça fortemente o diagnóstico.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum, resultante da obstrução do lúmen apendicular seguida de inflamação, isquemia e potencial perfuração. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como peritonite e abscesso intra-abdominal. A apresentação clínica clássica segue uma cronologia patognomônica. A obstrução luminal causa distensão e estímulo de fibras viscerais, resultando em uma dor mal localizada, periumbilical ou epigástrica, associada a náuseas, vômitos e anorexia. Com a progressão da inflamação, o processo atinge o peritônio parietal, e a dor torna-se somática: intensa, constante e bem localizada na fossa ilíaca direita, no ponto de McBurney. Este fenômeno é conhecido como a migração da dor de Kocher. O exame físico é a pedra angular do diagnóstico. A palpação da fossa ilíaca direita revela dor e, frequentemente, defesa muscular voluntária ou involuntária. Sinais específicos de irritação peritoneal, como o sinal de Blumberg (dor à descompressão brusca), são altamente sugestivos. Embora exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada possam auxiliar em casos duvidosos, um quadro clínico típico em um paciente com baixo risco cirúrgico é muitas vezes suficiente para indicar a abordagem cirúrgica.

Perguntas Frequentes

O que é o sinal de Blumberg e qual seu significado clínico?

O sinal de Blumberg, ou dor à descompressão brusca, é pesquisado na fossa ilíaca direita. Sua presença indica inflamação do peritônio parietal adjacente ao apêndice inflamado, sendo um forte indicativo de apendicite aguda.

Qual a conduta inicial diante da suspeita clínica forte de apendicite aguda?

A conduta é a avaliação pela equipe de cirurgia geral. O paciente deve ser mantido em jejum, receber hidratação venosa, analgesia e antibioticoprofilaxia. A apendicectomia, seja por via aberta ou laparoscópica, é o tratamento definitivo.

Quais os principais diagnósticos diferenciais de apendicite aguda em um homem de 45 anos?

Os diferenciais incluem diverticulite (especialmente de ceco), cólica ureteral direita, gastroenterite, adenite mesentérica e, menos comumente, doença de Crohn em atividade ou perfuração de úlcera duodenal.

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