SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Um paciente de 85 anos apresenta dor abdominal aguda há 48h. A dor é difusa porém mais intensa em fossa ilíaca direita (FID). HPP: DM e HAS compensadas com medicações. A tomografia sem contraste sugere apêndice espessado, liquido em FID e pelve compatível com apendicite. Qual deve ser a conduta para esse paciente?
Apendicite aguda em idosos → Apendicectomia videolaparoscópica é conduta padrão, mesmo com comorbidades compensadas.
A apendicite aguda em idosos pode ter apresentação atípica, mas o diagnóstico por imagem (TC) é crucial. Uma vez confirmada, a cirurgia é o tratamento definitivo, sendo a via laparoscópica preferível devido à menor morbidade e recuperação mais rápida.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, e sua incidência em idosos, embora menor, está associada a maior morbimortalidade devido ao atraso diagnóstico e à maior taxa de perfuração. A apresentação clínica pode ser atípica, com sintomas menos exuberantes e exames laboratoriais menos alterados, tornando o diagnóstico um desafio. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando à inflamação e isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha, com alta sensibilidade e especificidade, especialmente em idosos, onde a apresentação pode ser confusa. A TC permite visualizar o apêndice espessado, líquido periapendicular e descartar outros diagnósticos diferenciais. A conduta para apendicite aguda confirmada é a apendicectomia. Em idosos, a apendicectomia videolaparoscópica é a abordagem preferencial, pois minimiza o trauma cirúrgico, reduz a dor pós-operatória e acelera a recuperação, mesmo em pacientes com comorbidades bem controladas. O manejo pré-operatório inclui otimização das condições clínicas e antibioticoterapia profilática.
Em idosos, os sinais de apendicite podem ser atípicos, com dor menos intensa e febre ausente. A dor em fossa ilíaca direita é comum, mas pode ser difusa. A suspeita clínica é fundamental.
A videolaparoscopia oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, benefícios importantes para pacientes idosos com comorbidades.
O tratamento não cirúrgico (antibióticos) pode ser considerado em casos selecionados de apendicite não complicada ou com abscesso bem delimitado, mas a cirurgia é o padrão-ouro para apendicite aguda.
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