Apendicite Aguda Pediátrica: Diagnóstico e Sinais Chave

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 12 anos de idade, é levado ao Pronto-Socorro pela genitora, com queixa de dor abdominal difusa há dois dias. O paciente refere, também, hiporexia, alguns episódios de náuseas, vômitos e diarreia. Ao exame físico, bom estado geral, temperatura axilar: 38,2ºC, FC: 82bpm, PA: 110x74mmHg; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome um pouco distendido, ruídos hidroaéreos presentes, flácido, dor à palpação profunda de mesogástrio e fossa ilíaca direita, com sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais iniciais apresentaram Hb: 13g/dL, Ht: 36%, Leucócitostotais: 12500células/mm3 (Bastões: 5%).Diante do caso clínico e dos exames complementares, indique a principal suspeita diagnóstica para este paciente:

Alternativas

  1. A) Gastroenterocolite aguda.
  2. B) Diverticulite aguda de Meckel.
  3. C) Apendicite aguda.
  4. D) Diverticulite aguda cecal.

Pérola Clínica

Dor abdominal migratória p/ FID + febre + leucocitose c/ desvio + irritação peritoneal → Apendicite aguda.

Resumo-Chave

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças e adolescentes. O quadro clássico inicia com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e sinais de irritação peritoneal. A leucocitose com desvio à esquerda reforça a suspeita.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a emergência cirúrgica abdominal mais comum na pediatria, com um pico de incidência entre 10 e 19 anos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves, como a perfuração do apêndice, que aumenta significativamente a morbimortalidade. Residentes e estudantes de medicina devem estar aptos a reconhecer o quadro clínico típico e atípico. A apresentação clínica da apendicite aguda geralmente começa com dor periumbilical ou epigástrica, que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney) em 12 a 24 horas. Anorexia, náuseas e vômitos são sintomas quase universais. A febre é geralmente baixa, e o exame físico revela dor à palpação na FID, com sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca dolorosa, defesa abdominal). A leucocitose com desvio à esquerda é um achado laboratorial comum, embora sua ausência não exclua o diagnóstico. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames complementares como ultrassonografia abdominal ou tomografia computadorizada podem ser utilizados para confirmar a suspeita, especialmente em casos atípicos ou quando há dúvida diagnóstica. O tratamento definitivo é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A vigilância ativa e a reavaliação seriada são cruciais em casos duvidosos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da apendicite aguda em crianças?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e, ao exame físico, dor à palpação na FID com sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing).

Como a leucocitose com desvio à esquerda auxilia no diagnóstico de apendicite?

A leucocitose (aumento dos glóbulos brancos) com desvio à esquerda (aumento de bastões ou neutrófilos jovens) é um achado laboratorial comum na apendicite aguda, indicando uma resposta inflamatória sistêmica à infecção e inflamação.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da apendicite aguda em crianças?

Os diagnósticos diferenciais incluem gastroenterocolite aguda, adenite mesentérica, diverticulite de Meckel, infecção do trato urinário, pneumonia de base direita, cistos ovarianos torcidos ou rotos (em meninas) e doença inflamatória pélvica.

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