UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Homem de 22 anos apresenta dor epigástrica com irradiação para fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas e inapetência. Ao exame físico: BEG, abdome globoso, doloroso à palpação de FID com sinais de irritação peritoneal. Diante da hipótese diagnóstica mais provável, a profilaxia antibiótica deve ser
Apendicite aguda (suspeita) → Profilaxia ATB 30-60 min pré-cirurgia (Cefazolina ou Cefoxitina).
Na apendicite aguda, a profilaxia antibiótica é crucial para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico. Deve ser administrada intravenosamente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, garantindo níveis teciduais adequados no momento da cirurgia.
O quadro clínico apresentado (dor epigástrica migratória para FID, náuseas, inapetência, irritação peritoneal) é altamente sugestivo de apendicite aguda, uma das emergências cirúrgicas mais comuns. A apendicectomia é o tratamento definitivo. Para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico, a profilaxia antibiótica é uma medida padrão e essencial. A eficácia da profilaxia antibiótica depende criticamente do tempo de sua administração. O antibiótico deve ser administrado intravenosamente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica. Este intervalo permite que o fármaco atinja concentrações teciduais adequadas no momento da contaminação bacteriana que ocorre durante o procedimento cirúrgico. A escolha do antibiótico geralmente inclui uma cefalosporina de primeira ou segunda geração (como cefazolina ou cefoxitina) para cobrir bactérias gram-positivas e gram-negativas, com adição de metronidazol se a cobertura de anaeróbios for necessária (ou cefoxitina que já cobre anaeróbios). É importante ressaltar que a profilaxia não deve ser mantida por longos períodos (como sete dias), pois isso caracterizaria tratamento e não profilaxia, aumentando o risco de resistência bacteriana e efeitos adversos. Além disso, a via laparoscópica não contraindica a profilaxia, e aguardar o achado intraoperatório para iniciar o antibiótico é um erro, pois a proteção deve ser pré-incisional.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada intravenosamente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que o antibiótico atinja concentrações teciduais adequadas no momento da potencial contaminação.
Para apendicectomia, a cefazolina é uma escolha comum, muitas vezes combinada com metronidazol para cobertura de anaeróbios, ou cefoxitina que já possui essa cobertura.
Sim, a profilaxia antibiótica é recomendada tanto para apendicectomias abertas quanto laparoscópicas, pois o risco de infecção do sítio cirúrgico ainda existe, embora a via laparoscópica possa ter menor taxa de infecção.
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