Apendicite Aguda: Diagnóstico, Tratamento e o Sinal de Blumberg

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2018

Enunciado

Paciente do sexo masculino com 22 anos de idade, com história súbita há três dias de dor epigástrica seguida de náuseas, vômitos, dor em fossa ilíaca direita e hipogástrio, distensão abdominal, anorexia e febre. Ao exame físico, nota-se desidratação, temperatura axilar de 38° C, estabilidade cardiorrespiratória, abdome distendido difusamente doloroso à palpação superficial e profunda, com peritonismo difuso e redução dos ruídos hidroaéreos. Assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) O tratamento padrão-ouro da apendicite aguda é a apendicectomia, convencional ou videolaparoscópica, tem como complicação comum a infecção de sítio cirúrgico, a qual se correlaciona com o grau de contaminação da cavidade peritoneal e dos planos anatômicos da parede abdominal.
  2. B) Nos pacientes com apendicite complicada (gangrena, perfuração, abscesso ou peritonite difusa) recomenda-se a antibioticoterapia com cobertura para germes Gram- negativos aeróbicos e anaeróbicos.
  3. C) O sinal de Blumberg consiste na dor à descompressão brusca no ponto de McBurney e denota irritação do peritônio somático local, sendo considerado patognômico de apendicite aguda.
  4. D) A presença de obstrução apendicular está associada à etiologia do surto de apendicite aguda, sendo determinada comumente pela hipertrofia do tecido linfoide e/ou fecalito no interior do apêndice cecal.
  5. E) A infecção de sítio cirúrgico do tipo incisional profunda comumente é tratada com abertura da ferida operatória, curativos sequenciais, antibioticoterapia sistêmica e está correlacionada com o risco de hérnia incisional.

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