HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 21 anos de idade queixa-se de dor em quadrante inferior direito há 24 horas, associada a febrícula, a náuseas sem vômitos e a inapetência. Nega comorbidades e está em uso de anticoncepcional combinado via oral corretamente. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, normocorada, anictérica e com mucosas úmidas e hidratadas. Quanto aos sinais vitais, constatam-se PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 98 bpm, FC = 17 irpm e SatO2 = 99%. No abdome, refere-se a dor abdominal em baixo ventre, que se encontra distendido e com sinal de Blumberg +. Ao exame ginecológico, a paciente nega dor à mobilização do colo uterino.Com relação a esse caso clínico e à apendicite aguda no sexo feminino, assinale a alternativa correta.
Apendicite aguda em mulheres jovens: TC é exame de imagem aceitável para diagnóstico, especialmente com diferenciais ginecológicos.
Em mulheres jovens com suspeita de apendicite, a tomografia computadorizada é uma ferramenta diagnóstica valiosa, pois permite não apenas confirmar a apendicite, mas também excluir outras causas de dor pélvica aguda, como patologias ginecológicas. A ausência de dor à mobilização do colo uterino reduz a probabilidade de DIP ou outras condições pélvicas.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, sendo o diagnóstico desafiador em mulheres jovens devido à sobreposição de sintomas com condições ginecológicas. A inflamação do apêndice cecal pode levar a complicações graves como perfuração e peritonite se não tratada precocemente. É fundamental para o residente reconhecer os sinais e sintomas clássicos e atípicos. O diagnóstico da apendicite é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Sinais como dor migratória, náuseas, vômitos, febre e sinais de irritação peritoneal (Blumberg, Rovsing, Psoas) são indicativos. Em mulheres, a ausência de dor à mobilização do colo uterino ajuda a afastar patologias pélvicas inflamatórias. A escolha do exame de imagem é crucial; a ultrassonografia é frequentemente a primeira opção, mas a tomografia computadorizada é superior em acurácia, especialmente em casos duvidosos ou quando há necessidade de excluir outros diagnósticos diferenciais, sendo aceitável em pacientes não grávidas. O tratamento definitivo da apendicite aguda é cirúrgico, geralmente por apendicectomia videolaparoscópica, que oferece menor tempo de recuperação e menor dor pós-operatória. O prognóstico é excelente com diagnóstico e tratamento precoces. A atenção aos diagnósticos diferenciais em mulheres, como doença inflamatória pélvica, cisto ovariano roto ou torção de ovário, é essencial para evitar atrasos no tratamento correto.
A apendicite aguda em mulheres geralmente se manifesta com dor periumbilical que migra para o quadrante inferior direito, associada a náuseas, vômitos, inapetência e febrícula. Sinais de irritação peritoneal como Blumberg positivo são comuns.
A tomografia computadorizada oferece alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite, além de permitir a visualização de outras estruturas pélvicas, auxiliando no diagnóstico diferencial com condições ginecológicas em mulheres não grávidas.
A diferenciação envolve a história clínica detalhada, exame físico (incluindo ginecológico), exames laboratoriais e, crucialmente, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia, que podem identificar patologias ovarianas, tubárias ou uterinas.
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