Apendicite Aguda: Achados Radiográficos e Diagnóstico

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 25 anos, sexo masculino, deu entrada com quadro de dor em mesogastro há 3 dias com migração para fossa ilíaca direita há 1 dia, associado a náusea e hiporexia. Refere sensação febril, porém não aferiu a temperatura. Ao exame físico, apresentava-se prostrado, desidratado, abdome com irritação peritoneal localizada em fossa ilíaca direita. O médico que lhe atendeu solicitou uma ultrassonografia de abdome com a seguinte imagem longitudinal do apêndice cecal: Qual achado acima poderia ser encontrado em uma radiografia simples de abdome?

Alternativas

  1. A) Presença de alça sentinela.
  2. B) Pneumoperitônio.
  3. C) Apendicolito.
  4. D) Espessamento da parede do apêndice.

Pérola Clínica

Apendicolito em radiografia simples abdome → achado específico, mas raro, na apendicite aguda.

Resumo-Chave

Embora a ultrassonografia seja o exame de imagem inicial preferencial na apendicite, um apendicolito pode ser visível em radiografias simples de abdome, indicando obstrução luminal e aumentando o risco de perfuração. A alça sentinela é inespecífica e o pneumoperitônio indica perfuração.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando predominantemente jovens adultos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite, que aumentam significativamente a morbimortalidade. O reconhecimento dos sintomas e a correta interpretação dos exames complementares são cruciais. A fisiopatologia envolve a obstrução da luz apendicular, geralmente por um fecalito (apendicolito), hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à inflamação, isquemia e, se não tratada, necrose e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, mas exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são fundamentais para confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com intervenção precoce. Complicações como abscesso apendicular ou peritonite difusa exigem abordagens mais complexas, incluindo drenagem e antibioticoterapia prolongada, ressaltando a importância da agilidade diagnóstica e terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos da apendicite aguda?

Os principais sinais clínicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, hiporexia e febre. Ao exame físico, pode haver irritação peritoneal localizada.

Qual o papel da radiografia simples de abdome no diagnóstico de apendicite?

A radiografia simples de abdome tem baixo valor diagnóstico para apendicite, mas pode revelar achados inespecíficos como alça sentinela ou, mais especificamente, a presença de um apendicolito calcificado, que sugere obstrução.

Quais são os exames de imagem mais indicados para confirmar apendicite?

A ultrassonografia é o exame de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres grávidas. A tomografia computadorizada é o padrão-ouro, oferecendo alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite aguda.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo