Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Paciente de 25 anos, sexo masculino, deu entrada com quadro de dor em mesogastro há 3 dias com migração para fossa ilíaca direita há 1 dia, associado a náusea e hiporexia. Refere sensação febril, porém não aferiu a temperatura. Ao exame físico, apresentava-se prostrado, desidratado, abdome com irritação peritoneal localizada em fossa ilíaca direita. O médico que lhe atendeu solicitou uma ultrassonografia de abdome com a seguinte imagem longitudinal do apêndice cecal: Qual achado acima poderia ser encontrado em uma radiografia simples de abdome?
Apendicolito em radiografia simples abdome → achado específico, mas raro, na apendicite aguda.
Embora a ultrassonografia seja o exame de imagem inicial preferencial na apendicite, um apendicolito pode ser visível em radiografias simples de abdome, indicando obstrução luminal e aumentando o risco de perfuração. A alça sentinela é inespecífica e o pneumoperitônio indica perfuração.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando predominantemente jovens adultos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração e peritonite, que aumentam significativamente a morbimortalidade. O reconhecimento dos sintomas e a correta interpretação dos exames complementares são cruciais. A fisiopatologia envolve a obstrução da luz apendicular, geralmente por um fecalito (apendicolito), hiperplasia linfoide ou parasitas, levando à inflamação, isquemia e, se não tratada, necrose e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, mas exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada são fundamentais para confirmação e exclusão de diagnósticos diferenciais. O tratamento padrão é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O prognóstico é excelente com intervenção precoce. Complicações como abscesso apendicular ou peritonite difusa exigem abordagens mais complexas, incluindo drenagem e antibioticoterapia prolongada, ressaltando a importância da agilidade diagnóstica e terapêutica.
Os principais sinais clínicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, hiporexia e febre. Ao exame físico, pode haver irritação peritoneal localizada.
A radiografia simples de abdome tem baixo valor diagnóstico para apendicite, mas pode revelar achados inespecíficos como alça sentinela ou, mais especificamente, a presença de um apendicolito calcificado, que sugere obstrução.
A ultrassonografia é o exame de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres grávidas. A tomografia computadorizada é o padrão-ouro, oferecendo alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de apendicite aguda.
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