Apendicite Aguda: Diagnóstico Clínico e Conduta Cirúrgica

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 19 anos, relata dor em fossa ilíaca direita há 2 dias, associada a náuseas, vômitos, febre e hiporexia. Ao exame físico apresenta dor em fossa ilíaca direita quando palpada a fossa ilíaca esquerda e não apresenta dor à descompressão brusca em fossa ilíaca direita. Apresenta leucocitose com desvio à esquerda em hemograma. Assinale a alternativa que indica corretamente qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta respectiva.

Alternativas

  1. A) apendicite – cirurgia
  2. B) diverticulite – cirurgia
  3. C) diverticulite - tratamento clínico
  4. D) diverticulite - tomografia abdominal
  5. E) apendicite - tratamento clínico

Pérola Clínica

Dor FID + Rovsing + leucocitose + febre → apendicite aguda, conduta cirúrgica (apendicectomia).

Resumo-Chave

O quadro clínico clássico de apendicite aguda inclui dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, febre e leucocitose com desvio à esquerda. O sinal de Rovsing (dor em FID ao palpar FIE) é um achado importante, e a ausência de Blumberg não exclui o diagnóstico, especialmente em fases iniciais.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, afetando principalmente adolescentes e adultos jovens, mas podendo ocorrer em qualquer idade. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce para evitar complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor periumbilical migratória para a fossa ilíaca direita, associada a náuseas, vômitos, febre e hiporexia. O exame físico revela dor à palpação em fossa ilíaca direita, podendo apresentar sinais como Rovsing, Psoas e Obturador. Exames laboratoriais frequentemente mostram leucocitose com desvio à esquerda. Embora exames de imagem (ultrassom, TC) possam auxiliar, o quadro clínico é soberano. A conduta padrão-ouro para apendicite aguda é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. O tratamento clínico com antibióticos pode ser considerado em casos selecionados de apendicite não complicada, mas a cirurgia permanece a abordagem definitiva para a maioria dos pacientes, visando prevenir a progressão da inflamação e suas consequências.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da apendicite aguda?

Os sinais clássicos incluem dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita (ponto de McBurney), náuseas, vômitos, febre baixa, hiporexia e leucocitose com desvio à esquerda no hemograma.

O que é o sinal de Rovsing e qual sua importância na apendicite?

O sinal de Rovsing é a dor referida na fossa ilíaca direita quando a fossa ilíaca esquerda é palpada. Ele indica irritação peritoneal e é um achado sugestivo de apendicite aguda, aumentando a probabilidade diagnóstica.

A ausência do sinal de Blumberg (descompressão brusca) exclui apendicite?

Não, a ausência do sinal de Blumberg não exclui apendicite, especialmente em fases iniciais ou em apêndices com localização atípica, como o retrocecal. O diagnóstico é clínico e baseado na combinação de sintomas e sinais.

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