UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 19 anos de idade, com história de dor abdominal epigástrica há 24 horas, que evoluiu para dor em abdome inferior, predominantemente, em fossa ilíaca direita, alguns episódios de náuseas e vômitos e sinal de Blumberg positivo. Submetido à tomografia computadorizada do abdome que evidenciou sinais radiológicos compatíveis com apendicite aguda. Em relação à apendicectomia nos casos de apendicite aguda, assinale a assertiva CORRETA:
Apendicectomia videolaparoscópica → ↓ infecção sítio, hérnia incisional e aderências vs. aberta.
A abordagem videolaparoscópica para apendicectomia é preferível devido a menores taxas de complicações pós-operatórias, como infecção da ferida operatória, hérnias incisionais e formação de aderências, além de recuperação mais rápida e menor dor. Sua indicação não se restringe a casos não complicados, sendo benéfica também em apendicites complicadas.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, com incidência significativa na população jovem. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica são cruciais para prevenir complicações graves como perfuração e peritonite. A escolha da técnica cirúrgica, seja aberta ou videolaparoscópica, tem implicações importantes no prognóstico e na recuperação do paciente. A apendicectomia videolaparoscópica tem se consolidado como o padrão-ouro devido aos seus múltiplos benefícios. Do ponto de vista fisiopatológico, a apendicite resulta da obstrução do lúmen apendicular, levando à proliferação bacteriana, inflamação e, se não tratada, isquemia, necrose e perfuração. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como ultrassonografia e tomografia computadorizada. A identificação de sinais como dor em fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos e Blumberg positivo são fundamentais para a suspeita clínica. O tratamento definitivo é a apendicectomia. A técnica videolaparoscópica oferece vantagens como menor incisão, menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, menor taxa de infecção de sítio cirúrgico e menor formação de aderências, que podem levar a obstruções intestinais futuras. A antibioticoterapia perioperatória é essencial para reduzir o risco de infecções. O uso sistemático de drenos abdominais não é recomendado, sendo reservado para casos específicos de abscesso ou contaminação significativa.
As principais vantagens incluem menor taxa de infecção de sítio cirúrgico, menor incidência de hérnias incisionais e aderências pós-operatórias, além de menor dor e recuperação mais rápida do paciente.
Sim, a apendicectomia videolaparoscópica é segura e eficaz em casos de apendicite aguda complicada, como necrose, perfuração ou abscesso, oferecendo melhor visualização e acesso à cavidade abdominal.
A antibioticoterapia é indicada em todos os casos de apendicite aguda, geralmente profilática para apendicite não complicada e terapêutica para apendicite complicada, com duração variável conforme a gravidade e o tipo de infecção.
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