HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 34 anos de idade, está com 19 semanas e 6 dias de gestação. Foi admitida na unidade de emergência com queixa de dor abdominal, náuseas e febre não aferida há 36 horas. Foi feita uma ultrassonografia de abdome, que confirmou o diagnóstico de apendicite aguda. Foi indicada a realização de uma apendicectomia por videolaparoscopia. Qual é a desvantagem que esta abordagem tem para esta paciente?
Laparoscopia na gestação → pneumoperitônio ↑ pressão intra-abdominal → ↓ fluxo sanguíneo uterino e ↑ risco de acidose fetal.
A apendicectomia laparoscópica na gestação, embora geralmente segura, apresenta como desvantagem o risco de diminuição do fluxo sanguíneo uterino devido ao pneumoperitônio e ao aumento da pressão intra-abdominal. Isso pode levar à hipóxia e acidose fetal.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum na gestação, ocorrendo em cerca de 1 a cada 1.500 gestações. O diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações fisiológicas da gravidez que mimetizam sintomas. A intervenção cirúrgica é crucial para evitar complicações maternas e fetais, como peritonite e parto prematuro. A fisiopatologia da apendicite na gestação é a mesma da população geral, mas o diagnóstico pode ser atrasado devido à migração do apêndice e sintomas atípicos. A apendicectomia, seja por laparotomia ou laparoscopia, é o tratamento definitivo. A laparoscopia tem vantagens como menor incisão e recuperação mais rápida, mas o pneumoperitônio induzido pelo CO2 pode aumentar a pressão intra-abdominal, diminuindo o retorno venoso e o fluxo sanguíneo uterino, o que pode levar à hipóxia e acidose fetal. O manejo da apendicite na gestação requer uma equipe multidisciplinar. A laparoscopia é geralmente preferida no segundo trimestre, com técnicas para minimizar os riscos, como manter a pressão do pneumoperitônio baixa e monitorar o feto. A monitorização fetal contínua é essencial. O prognóstico materno e fetal é bom com diagnóstico e tratamento precoces, mas o risco de parto prematuro é uma preocupação.
As principais preocupações incluem o risco de lesão uterina, o impacto do pneumoperitônio na circulação uteroplacentária e no feto (hipóxia, acidose), e o risco de parto prematuro.
O pneumoperitônio, ao aumentar a pressão intra-abdominal, pode comprimir os vasos uterinos, diminuindo o fluxo sanguíneo para o útero e a placenta, o que pode comprometer a oxigenação fetal.
As vantagens incluem menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e menor risco de infecção de ferida operatória em comparação com a laparotomia.
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