UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Assinale a alternativa que apresenta a cirurgia não obstétrica mais comum na mulher gestante
Apendicectomia é a cirurgia não obstétrica mais comum na gestação, devido à alta incidência de apendicite aguda.
A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais comum durante a gestação, ocorrendo em aproximadamente 1 em cada 1.500 gestações. O diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez, que mascaram os sintomas típicos. A apendicectomia é o tratamento de escolha e, quando realizada precocemente, minimiza os riscos maternos e fetais. Outras cirurgias, como colecistectomia, são menos frequentes.
A gestação é um período de profundas alterações fisiológicas e anatômicas que podem mascarar ou modificar a apresentação de doenças cirúrgicas agudas. A apendicite aguda é a emergência cirúrgica não obstétrica mais frequente na gravidez, com uma incidência de aproximadamente 1 em 1.500 gestações. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais para otimizar os desfechos maternos e fetais. A fisiopatologia da apendicite na gestação é a mesma da população geral (obstrução do lúmen apendicular), mas o diagnóstico é notoriamente desafiador. O útero gravídico em crescimento desloca o apêndice, alterando a localização da dor, que pode ser atípica (no quadrante superior direito ou flanco). Sintomas como náuseas e vômitos são comuns na gravidez, e a leucocitose fisiológica pode confundir o quadro. Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética são preferíveis para o diagnóstico, evitando radiação ionizante. O tratamento da apendicite aguda na gestante é a apendicectomia, que pode ser realizada por via laparoscópica ou aberta. A cirurgia laparoscópica é segura em todos os trimestres, com vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de perfuração, que eleva significativamente a morbidade materna (peritonite, sepse) e fetal (parto prematuro, aborto). O residente deve estar ciente da importância da alta suspeição e da intervenção precoce para garantir os melhores resultados.
A apendicectomia é a cirurgia não obstétrica mais comum em mulheres gestantes. A apendicite aguda ocorre com uma frequência semelhante à da população geral, mas o diagnóstico pode ser mais desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez.
O diagnóstico de apendicite aguda na gravidez é dificultado pela elevação do útero, que desloca o apêndice para cima e para fora, alterando a localização da dor. Além disso, sintomas como náuseas, vômitos e dor abdominal são comuns na gravidez normal, mascarando os sinais de apendicite. Leucocitose fisiológica da gravidez também pode confundir o quadro.
Os riscos da apendicectomia na gestação são minimizados quando a cirurgia é realizada precocemente. O principal risco materno é a perfuração apendicular, que aumenta a morbidade. Para o feto, os riscos incluem parto prematuro e aborto espontâneo, especialmente se houver peritonite ou sepse. A cirurgia laparoscópica é geralmente segura em todos os trimestres, com monitorização fetal contínua.
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