Apendicite Aguda: Conduta no Apêndice Macroscopicamente Normal

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Um homem com 28 anos de idade deu entrada em um pronto-socorro hospitalar, queixando-se de dor no quadrante inferior direito do abdome, com irradiação para região lombar ipsilateral, tempo de evolução de 2 dias, acompanhada de febre (38,2 °C), disúria e diarreia. Ao exame físico, apresentava sinais de Blumberg e de Rovsing positivos. Foram solicitados alguns exames complementares, cujos resultados são: leucócitos = 15.000/mm³ (valor de referência: 4.000 a 11.000/mm³), com 22% de bastonetes (valor de referência: 0 a 4%); radiografia de abdome sem alterações significativas; ultrassonografia abdominal cujo laudo indicou apêndice cecal de 8 mm de diâmetro e observação para considerar a hipótese de apendicite, de acordo com critérios clínicos. O cirurgião de plantão, suspeitando de apendicite aguda, indicou cirurgia com incisão em quadrante inferior direito. Durante o inventário cirúrgico, identificou-se um apêndice cecal de aspecto normal, sem alterações macroscópicas e sem exsudações periapendiculares.Considerando essa situação, a conduta cirúrgica adequada no período intraoperatório é

Alternativas

  1. A) realizar a inspeção da cavidade, esperar o paciente acordar e discutir com a família a realização da apendicectomia.
  2. B) não realizar apendicectomia, pois não há evidência de inflamação e os riscos não justificam a remoção do apêndice.
  3. C) realizar apendicectomia, caso a inspeção da cavidade seja negativa para outras patologias intra-abdominais.
  4. D) realizar apendicectomia, mesmo que seja encontrada outra patologia intra-abdominal.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo