FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo na criança, no adolescente e no adulto jovem. A apendicectomia, descrita por Fitz e realizada pela primeira vez em 1886, é o tratamento mais seguro para a apendicite aguda em qualquer fase da sua evolução. Quanto à técnica cirúrgica, as abordagens aberta e laparoscópica para apendicectomia são apropriadas para todos os pacientes. Por isso, a escolha é de preferência do cirurgião. Sobre a apendicectomia aberta, é CORRETO afirmar:
A incisão na apendicectomia aberta é centralizada no ponto de McBurney, 1/3 da distância da EIAS ao umbigo.
A apendicectomia aberta, embora muitas vezes substituída pela laparoscópica, ainda é uma técnica válida e segura. A incisão clássica de McBurney é realizada no quadrante inferior direito, precisamente sobre o ponto de McBurney, que é um marco anatômico crucial para localizar a base do apêndice. Essa localização permite acesso direto e minimiza a dissecção de tecidos adjacentes.
A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns, afetando todas as faixas etárias, mas com maior incidência em crianças, adolescentes e adultos jovens. A apendicectomia, seja aberta ou laparoscópica, permanece o tratamento definitivo. A escolha da técnica muitas vezes depende da experiência do cirurgião, dos recursos disponíveis e das características clínicas do paciente. Para residentes, o domínio da técnica aberta é fundamental, especialmente em cenários onde a laparoscopia pode não ser viável ou indicada. A apendicectomia aberta clássica envolve uma incisão no quadrante inferior direito do abdome. A incisão de McBurney é a mais tradicional, sendo oblíqua e centralizada sobre o ponto de McBurney, que é a junção do terço lateral com os dois terços mediais de uma linha imaginária traçada da espinha ilíaca anterossuperior direita ao umbigo. Essa localização anatômica permite um acesso direto à base do apêndice, minimizando a dissecção e o trauma aos tecidos adjacentes. Outras incisões, como a de Rockey-Davis (transversa) ou Lanz (horizontal), também podem ser utilizadas, oferecendo variações cosméticas ou de acesso. É crucial que o cirurgião compreenda a anatomia da região e as diferentes abordagens para garantir a segurança do paciente e um resultado cirúrgico eficaz. A anestesia geral é a mais comum, mas a raquianestesia pode ser uma opção em casos selecionados. A técnica aberta, apesar de mais invasiva que a laparoscópica, oferece excelente visualização e controle, sendo particularmente útil em casos de apendicite complicada ou quando há incerteza diagnóstica intraoperatória, permitindo a exploração da cavidade abdominal.
O ponto de McBurney é um marco anatômico crucial, localizado a um terço da distância da espinha ilíaca anterossuperior direita até o umbigo. Ele geralmente corresponde à base do apêndice, servindo como guia para a incisão cirúrgica na apendicectomia aberta, permitindo acesso direto e minimizando trauma tecidual.
A apendicectomia aberta pode ser preferível em casos de apendicite complicada (peritonite difusa, abscesso grande), em pacientes com cirurgias abdominais prévias extensas que dificultam o acesso laparoscópico, ou em centros com menos recursos para laparoscopia. É uma técnica mais rápida em algumas situações e não requer insuflação de CO2.
As incisões mais comuns são a de McBurney (oblíqua, sobre o ponto de McBurney) e a de Rockey-Davis (transversa, também sobre o ponto de McBurney). A incisão de Lanz é uma variação da McBurney, mais horizontal. A escolha depende da preferência do cirurgião e da anatomia do paciente, visando o melhor acesso e resultado cosmético.
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