HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Homem de 32 anos é admitido com dor no quadrante inferior direito há 1 dia. Nega inapetência, vômitos e febre. No exame físico não apresenta nenhum sinal de peritonite. Dada a forte intensidade da dor, o médico assistente opta por exame de imagem, que descreve borramento do apêndice epiplóico, sem outras complicações. Sobre o manejo do quadro descrito, assinale a assertiva correta:
Apendagite epiploica → dor QID sem sinais sistêmicos = manejo conservador com AINEs.
A apendagite epiploica é uma condição inflamatória autolimitada do apêndice epiploico, geralmente causada por torção ou trombose venosa. O diagnóstico é frequentemente por imagem (TC ou USG) e o tratamento é sintomático com anti-inflamatórios, sem necessidade de antibióticos ou cirurgia na maioria dos casos.
A apendagite epiploica é uma condição inflamatória benigna e autolimitada dos apêndices epiploicos, pequenas projeções de tecido adiposo na superfície externa do cólon. Embora rara, é uma causa importante de dor abdominal aguda, especialmente no quadrante inferior direito ou esquerdo, e sua prevalência tem aumentado devido à maior disponibilidade de exames de imagem. O reconhecimento é crucial para evitar intervenções desnecessárias. A fisiopatologia envolve a torção ou trombose venosa de um apêndice epiploico, levando à isquemia e inflamação. O diagnóstico é predominantemente radiológico, com a tomografia computadorizada sendo o método de escolha, mostrando uma lesão ovalada hipoatenuante com halo hiperdenso e borramento da gordura adjacente. A suspeita clínica surge em pacientes com dor abdominal localizada, sem febre, leucocitose ou outros sinais sistêmicos de inflamação. O tratamento é conservador e focado no alívio da dor com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A condição geralmente se resolve espontaneamente em poucos dias a semanas. É fundamental diferenciar a apendagite epiploica de outras causas mais graves de dor abdominal, como apendicite aguda ou diverticulite, para evitar cirurgias ou antibioticoterapias desnecessárias, otimizando o manejo do paciente.
A apendagite epiploica geralmente se manifesta com dor abdominal localizada e intensa, sem sintomas sistêmicos como febre, náuseas ou vômitos, e sem sinais de peritonite.
O tratamento é conservador e sintomático, utilizando anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para controle da dor, já que a condição é autolimitada e benigna.
A diferenciação é feita principalmente por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ultrassonografia, que mostram o apêndice epiploico inflamado, e pela ausência de sinais de apendicite ou diverticulite.
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