HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Assinale a alternativa que responde CORRETAMENTE à pergunta abaixo. Qual a melhor conduta no caso de apendalgite (epiploite) diagnosticada pré-operatoriamente por exame de tomografia computadorizada?
Apendagite epiploica = condição benigna e autolimitada, diagnosticada por TC → tratamento conservador com analgésicos.
A apendagite epiploica (ou epiploite) é uma condição inflamatória dos apêndices epiploicos do cólon, que são pequenas projeções de tecido adiposo. É uma causa de dor abdominal aguda que pode mimetizar outras condições mais graves, como apendicite ou diverticulite. O diagnóstico é frequentemente feito por tomografia computadorizada (TC), que revela uma lesão ovalada, hipoatenuante, com halo hiperdenso e espessamento da fáscia adjacente. O tratamento é predominantemente conservador.
A apendagite epiploica, também conhecida como epiploite, é uma condição inflamatória benigna e relativamente rara que afeta os apêndices epiploicos, pequenas projeções peritoneais preenchidas por gordura que se estendem da superfície externa do cólon. Embora seja uma causa incomum de dor abdominal aguda, é importante reconhecê-la para evitar intervenções cirúrgicas desnecessárias. A condição é mais comum em adultos entre 40 e 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia envolve geralmente a torção ou trombose de um apêndice epiploico, levando à isquemia e inflamação. O diagnóstico da apendagite epiploica é desafiador clinicamente, pois seus sintomas (dor abdominal localizada, geralmente no quadrante inferior esquerdo ou direito) podem mimetizar outras condições mais graves, como apendicite aguda ou diverticulite. A tomografia computadorizada (TC) do abdome é o método diagnóstico de escolha, revelando achados característicos que permitem diferenciar a apendagite de outras patologias. A TC tipicamente mostra uma lesão ovalada, com atenuação de gordura, circundada por um anel hiperdenso de inflamação e espessamento da fáscia adjacente, muitas vezes com um vaso central trombosado. Uma vez diagnosticada por TC, a conduta mais adequada para a apendagite epiploica é o tratamento conservador. Isso inclui repouso, analgésicos (como AINEs) para controle da dor e observação. A condição é autolimitada e geralmente se resolve espontaneamente em poucos dias a semanas. A cirurgia é raramente indicada, reservada para casos de dúvida diagnóstica persistente, dor refratária ou complicações incomuns, como infecção secundária ou formação de abscesso. O conhecimento dessa condição é crucial para residentes, pois permite um manejo preciso e evita procedimentos invasivos desnecessários.
Na TC, a apendagite epiploica se manifesta como uma lesão ovalada, hipoatenuante (gordurosa), com um halo hiperdenso (anel inflamatório) e espessamento da fáscia adjacente. Pode haver um ponto central hiperdenso, que representa o vaso trombosado. A localização mais comum é no cólon sigmoide ou descendente, mas pode ocorrer em qualquer segmento do cólon.
A apendagite epiploica é uma condição autolimitada, geralmente causada por torção ou trombose de um apêndice epiploico, que se resolve espontaneamente em poucos dias ou semanas. O tratamento conservador com analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é suficiente para controlar a dor e a inflamação, sem a necessidade de intervenção cirúrgica.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem apendicite aguda, diverticulite aguda, colecistite aguda, infarto omental, e outras causas de dor abdominal aguda. A TC é fundamental para diferenciar essas condições, pois os achados radiológicos são distintos e guiam a conduta apropriada.
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