MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Durante um exame de ecocardiografia de rotina em um paciente assintomático, o médico observa atentamente o fechamento das valvas atrioventriculares no início da sístole ventricular. Ele nota que, apesar da elevada pressão intraventricular gerada para a ejeção do sangue, as cúspides dessas valvas permanecem posicionadas corretamente, sem sofrer eversão ou prolapso para o interior dos átrios. Considerando a anatomia funcional das câmaras cardíacas, qual componente estrutural é o principal responsável por impedir o deslocamento retrógrado das cúspides valvares durante a contração ventricular?
A ruptura de um músculo papilar (comum em infartos agudos do miocárdio) causa insuficiência valvar aguda grave, pois a valva perde sua 'âncora' e sofre prolapso imediato.
O complexo valvar atrioventricular é composto pelo anel fibroso, cúspides, cordas tendíneas e músculos papilares. Durante a sístole ventricular, a pressão intraventricular sobe rapidamente, forçando o fechamento das valvas mitral e tricúspide. Para suportar essa carga pressórica e evitar que as cúspides sejam empurradas para dentro dos átrios (prolapso), os músculos papilares se contraem simultaneamente ao miocárdio ventricular. Essa contração traciona as cordas tendíneas, que atuam como 'cabos de sustentação', mantendo as bordas das valvas unidas e posicionadas corretamente no plano valvar. Este mecanismo de ancoragem é vital para manter a competência valvar e garantir que o débito cardíaco seja direcionado exclusivamente para as artérias de saída. Disfunções nesse aparelho, como isquemia de papilares ou ruptura de cordas por endocardite, resultam em insuficiência valvar aguda e choque cardiogênico.
Não. As valvas semilunares não possuem cordas tendíneas; seu formato em 'bolsa' e a sustentação fibrosa de suas bordas são suficientes para suportar a pressão sem inverter.
Ocorre o prolapso da cúspide afetada, levando à insuficiência (regurgitação) valvar, pois o sangue consegue retornar ao átrio.
No ventrículo esquerdo geralmente existem dois (anterior e posterior), enquanto no direito existem três (anterior, posterior e septal), correspondendo ao número de cúspides.
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